Polícia Federal apreende R$ 300 mil em investigação de fraude em MG

Polícia Federal apreende R$ 300 mil em investigação de fraude em MG

Atualizado: Quinta-feira, 17 Março de 2011 as 12:53

A Polícia Federal em Montes Claros, na Região Norte de Minas Gerais, apreendeu nesta quarta-feira (16) cerca de R$ 300 mil na casa de um empresário suspeito de participar de um esquema de desvio de verbas públicas. O suspeito não foi preso.

Segundo a polícia, ele foi intimado e deve se apresentar à polícia para prestar esclarecimentos. Ainda segundo a corporação, a participação de funcionários públicos na fraude é investigada.

De acordo com o delegado responsável pela operação, Thiago Garcia Amorim, também foram apreendidos na casa e no escritório do empresário documentos e livros de contabilidade. O dinheiro apreendido, um total de R$ 307.500, estava dentro de um cofre, em espécie, segundo o delegado. Ainda de acordo com a PF, o empresário atuava na venda de equipamentos hospitalares.

As investigações começaram após a denúncia de que a prefeitura de São João da Ponte, na Região Norte do estado, não havia recebido equipamentos hospitalares, que já haviam sido pagos pelo Ministério da Saúde.

De acordo com informações da Polícia Federal, o empresário suspeito da fraude possui duas empresas fantasmas, que atuariam no mesmo setor da firma denunciada pela prefeitura da cidade de São João da Ponte. Segundo a polícia, estas empresas eram usadas para conseguir licitações. A PF informa que as investigações continuam.

Prefeito afastado

A Justiça determinou os afastamentos do prefeito de São João da Ponte, Fábio Madeiras, da secretária de Finanças, do secretário Municipal de Saúde e da presidente da Fundação Municipal de Assistência à Saúde, responsável pela administração do hospital municipal. A informação é do Ministério Público Estadual (MPE), que investiga a participação deles no desvio de verba pública que seria usada para a compra de medicamentos. A decisão foi expedida pela juíza da Comarca de São João da Ponte, Sônia Maria Fernandes Marques. De acordo com a assessoria do MPE, eles foram afastados para que não atrapalhem as investigações.

Ainda segundo o MPE, a juíza determinou, ainda, que os bens dos suspeitos fiquem indisponíveis. Ela pediu também a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados, que são da mesma família, segundo informações do MPE. De acordo com o MPE, os suspeitos podem recorrer da decisão.      

veja também