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Polícia investiga morte de menino após cirurgia na Zona Norte do Rio

Polícia investiga morte de menino após cirurgia na Zona Norte do Rio

Atualizado: Terça-feira, 31 Maio de 2011 as 8:29

  A polícia investiga a morte de um menino de 3 anos numa clínica particular no Andaraí, na Zona Norte do Rio, na noite de segunda-feira (30). A criança foi internada para duas cirurgias consideradas simples – de adenóide, para melhorar a respiração, e de fimose – mas acabou morrendo horas depois.

Segundo a família, o menino chegou ao hospital feliz e sem nenhum problema grave de saúde. De acordo com parentes, ele chegou ao hospital pouco depois das 6h. Duas horas depois, estava na sala de cirurgia, de onde saiu às 11h. O menino teria dormido a tarde inteira, o que despertou a desconfiança da mãe. Às 18h, a morte da criança foi confirmada.

"Acho incrível uma médica na porta do hospital, falar para os pais que acabaram de perder seu filho, que a questão da cirurgia é uma coisa normal, que você pode sair na rua e ser atropelado, que pode sair na rua e ser assaltado, enfim que seria uma coisa normal. Ela dissa que eles não tiveram problema nenhum, que eles fizeram a parte deles e que estão muito chocados.

Chocados, nada. Acabaram de virar as costas e vão para casa dormir. Quero ver a mãe dele, os parentes que estão aqui se vão conseguir dormir", disse o pai, na porta da clínica.

A tia do menino acusa o hospital de negligência: 

"Descaso total por parte de todos. A junta médica estava perplexa, mais do que a família, como se não soubessem o que tinham feito com ele. Colocaram no óbito que ele teve uma broncoaspiração. Mas verbalmente, para a gente eles falaram que o menino não tinha aspirado nada, nem colocado nada para fora em forma de refluxo.

A família denunciou à polícia que a médica que atendeu o menino estaria de plantão no Hospital Souza Aguiar, no Centro, e teria ido à clínica apenas para fazer a cirurgia no menino.

A Secretaria municipal de Saúde disse que vai apurar essa informação. Já a direção da clínica, segundo uma atendente, por enquanto não tem nada a declarar sobre a morte do menino.

O corpo do menino já tinha sido liberado pelo hospital e estava na funerária. Mas, diante das acusações da família, a polícia determinou que o corpo fosse para o Instituto Médico Legal, para que uma perícia aponte a causa da morte.

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