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Polícia investiga participação de outras pessoas em morte de jornalista

Polícia investiga participação de outras pessoas em morte de jornalista

Atualizado: Terça-feira, 30 Novembro de 2010 as 8:15

A Polícia Civil de São Paulo investiga a possível participação de outras pessoas na morte de uma jornalista que foi sequestrada no início do mês. Na tarde desta segunda-feira (29), um policial militar do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) foi indiciado por sequestro seguido de morte e resistência à prisão. Baleado e preso no último dia 20, ele é suspeito do crime.

A vítima foi sequestrada no estacionamento de um shopping da Zona Oeste de São Paulo, no último dia 11. Nesta segunda, o cabo do Gate foi transferido de um hospital da Polícia Militar para o presídio Romão Gomes.

Peritos estão examinando o computador pessoal e os celulares do cabo preso para verificar com quem ele conversou antes e depois do crime. Ele morava com outros três PMs, que já foram ouvidos e negaram envolvimento.   O policial foi interrogado no hospital da PM pouco antes de receber alta. Em seu depoimento, ele disse que agiu sozinho e com o objetivo de levantar um dinheiro. Além disso, ele afirmou que não conhecia a vítima e que só descobriu o nome dela depois que viu os documentos pessoais dela. E que teria escolhido a jovem porque viu que ela tinha um carro novo, avaliado em mais de R$ 100 mil.

O policial confessou que surpreendeu a vítima na garagem do shopping, quando ela entrava no carro. E de lá, ele partiu com a vítima amarrada no banco de trás. A abordagem, no entanto, não aparece nas câmeras de segurança do centro de compras. As imagens exibidas pela polícia mostram apenas a jovem andando pelo shopping, indo para a garagem e depois o carro passando pela cancela.

A jornalista foi assassinada na mesma noite do sequestro, mas só neste sábado (27) que o cabo confessou o crime e apontou o local onde atirou o corpo: uma ribanceira nas margens da Via Anchieta, já na Baixada Santista. Segundo o policial, ele a enforcou porque ela teria reagido. Mesmo depois de matá-la, ele continuou pedindo resgate.

O celular da vítima foi encontrado no quarto da residência onde o cabo morava. No local, também foi apreendido um saco de algemas de plástico, iguais às que o policial usou para imobilizar a vítima.    

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