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Polícia investiga se adolescente foi espancado por ciúmes no Rio

Polícia investiga se adolescente foi espancado por ciúmes no Rio

Atualizado: Sexta-feira, 4 Março de 2011 as 12:36

A polícia do Rio investiga o caso de um adolescente, de 17 anos, que afirma ter sido espancado por seis homens, com chutes, socos e mordidas, por conta de ciúmes do ex da sua atual namorada. A ação ocorreu em frente a um condomínio na Avenida das Américas, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, por volta das 2h30 de segunda-feira (28).

Nesta sexta-feira (4), ele e o pai estiveram na 42ª DP (Recreio), para informar à polícia a identificação de mais dois dos seis acusados. O primeiro a ser identificado foi o ex namorado da menina, que teria comandado o crime.

Uma das mordidas acabou perfurando a cabeça do jovem. Segundo ele, o acusado teria se relacionado com a menina por um ano e meio. Ele conta que o suposto agressor foi morar fora do país e tinha retornado há pouco tempo, quando soube que a menina já estava novamente comprometida.

Como foi o caso

De acordo com o jovem, na noite de domingo, ele estava na casa da namorada, no Recreio, quando o celular dela começou a tocar insistentemente. Como ela não estava por perto no momento, ele resolveu atender. Do outro lado da linha, um homem perguntou quem estava falando e onde estava a menina. O jovem se identificou, recebeu ameaças e o interlocutor, em seguida, desligou o telefone.

Cerca de cinco minutos depois, o rapaz ligou para o próprio celular do adolescente, dizendo que sabia onde ele morava, onde estudava e afirmando que ia matá-lo. Meia hora depois, o rapaz voltou a ligar, dessa vez fazendo perguntas.

'Parecia um psicopata', diz adolescente

“Parecia um psicopata, dizendo que eu não ia sair dali vivo, que ele ia juntar outras pessoas e ia me matar naquele dia”, afirmou a vítima. O jovem decidiu ir embora da casa da namorada por volta das 2h30 e pediu ajuda ao seu professor de jiu-jítsu.

“Uma das pessoas puxou a arma e apontou para a minha cabeça. Fiquei sem reação e começou o espancamento. Eles começaram a me bater, me jogaram no chão, rasgaram a minha camisa, me arrastaram, pisaram na minha cabeça, chutaram”, contou. O professor teria chegado em seguida, para separar a briga, mas foi ameaçado.

O jovem foi levado para o hospital e, em seguida, para a delegacia. A família, assustada, está morando em casa de familiares, com medo de novas agressões. O pai do rapaz espera que a polícia localize os agressores. “Da mesma forma que foram capazes de agredi-lo covardemente em grupo, certamente podem voltar a realizar o crime, não só contra ele, mas contra a família”.      

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