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Polícia investiga se PMs têm envolvimento com milícias

Polícia investiga se PMs têm envolvimento com milícias

Atualizado: Domingo, 17 Julho de 2011 as 9:58

Laudo cadavérico deve ficar pronto em 40 dias       A DHBF (Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense) está investigando se os policiais militares envolvidos no tiroteio que terminou com o desaparecimento e morte do menino Juan de Moraes, de 11 anos, no último dia 20, no bairro Danon, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, teriam envolvimento com alguma milícia que atua na região.

Uma das hipóteses consideradas pelos investigadores é a de que o alvo dos PMs do Batalhão de Mesquita (20º BPM) era Igor de Souza Afonso, de 17 anos, morto no confronto. Ele estaria implantando um ponto de venda de drogas na região e intimidando moradores a andar armado pelas ruas do bairro. A versão foi confirmada por moradores.

Juan, o irmão Wesley e Wanderson Assis, de 19 anos, teriam sido atingidos por balas perdidas porque estavam no local do tiroteio. A prática de reprimir as bocas de fumo é comum na Baixada Fluminense, principalmente na fase inicial. Há muitos grupos de extermínio que atuam na região.

De acordo com investigadores, alguns bairros vizinhos ao Danon são dominados por milícias e a presença do tráfico na região teria incomodado os paramilitares.

O inquérito que investiga a morte de Juan ainda deve durar pelo menos mais uma semana. Embora todos os depoimentos já tenham sido colhidos pela DHBF, os laudos técnicos são os que mais demoram a ficar prontos. Só o laudo cadavérico costuma demorar 40 dias para ser concluído.

A análise do monitoramento via satélite das viaturas policiais envolvidas no caso, por exemplo, ainda está sendo feita. Apesar de inicialmente não ter sido verificada nenhuma irregularidade, há um policial exclusivamente fazendo este trabalho.

Outra análise que está sendo feita de forma mais detalhada é a do sangue encontrado nas viaturas. Como foram encontradas amostras de vários tipos, os técnicos estão tentando identificar um por um.

A Polícia Civil também aguarda os resultados do monitoramento via satélite dos celulares dos PMs, que pode esclarecer se eles estiveram no local do crime, e do confronto balístico, já que cinco projéteis foram arrecadados no local do crime. Uma das cápsulas encontradas no local do crime não é de nenhum dos fuzis periciados, que foram usados pelos PMs. Por isso, a DHBF solicitou a apreensão dos fuzis de outros policiais que foram até o local em apoio.

Outro exame importante é o resultado da reconstituição, que vai confrontar as informações dos laudos técnicos com os depoimentos de todas as pessoas envolvidas, entre elas vítimas, testemunhas e os policiais militares.            

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