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Polícia no Rio investiga 2 suspeitos de agredir rapaz em festa

Polícia no Rio investiga 2 suspeitos de agredir rapaz em festa

Atualizado: Terça-feira, 19 Julho de 2011 as 4:43

Policiais da 20ª DP (Vila Isabel) investigam dois jovens suspeitos de agredir um rapaz no fim de uma festa no Grajaú, Zona Norte do Rio, na última sexta-feira (15). A vítima prestou depoimento ao delegado Rodolfo Waldeck na manhã desta terça-feira (19) e identificou os dois suspeitos. Um deles tem ficha criminal por agressão.

O delegado tenta identificar um terceiro agressor citado pela vítima. Ele espera ouvir, ainda nesta terça, o depoimento de outros dois rapazes que foram agredidos pelo grupo.

O rapaz de 19 anos, morador da Tijuca, participava de uma festa organizada pelos colegas do colégio que frequenta, numa casa de eventos no Grajaú, quando um grupo de oito a dez jovens pulou o muro e entrou na festa. Os participantes da festa não gostaram da atitude dos penetras, mas só houve briga no fim da festa, quando os invasores quiseram levar bebidas, explicou o delegado.

Waldeck disse que o rapaz agredido tentou apartar o grupo que brigava e acabou muito ferido. A vítima, atendida no Hospital do Andaraí, Zona Norte, teve cinco ossos do rosto quebrados e, segundo seu advogado, Antero Luiz Martins Cunha, terá que fazer uma cirurgia reparadora em um mês.

'Bonde das ruas', diz advogado de vítima

Antero Luiz lembra que é comum a rixa entre moradores da Tijuca e do Grajaú, mas chegou a se referir ao grupo de invasores como "um bonde".

"É o bonde das ruas. É fundamental chamarmos a atenção para isso. A garotada vive com medo", disse o advogado, cujo filho esteve na festa, mas foi embora antes da briga.

Página em site

O delegado Waldeck informou que os suspeitos têm uma página num site de relacionamentos em que exaltam a violência, mas, por enquanto, segundo disse, ainda não pode falar na existência de uma gangue atuando no Grajaú.

"É fato que a página no site de relacionamentos sinaliza para um grupo com tendências à violência, mas estou aqui há mais de um ano e não registrei ainda ocorrências com características de gangues", explicou.

"Quando ouvirem nossas vozes, so lhes restaram (sic) 5 segundos até ouvirem o barulho de seus ossos se quebrando", diz o grupo em sua página.

O delegado informou, no entanto, que no decorrer das investigações poderão surgir situações que levem à investigação de uma suposta gangue.

Ele disse que vai ouvir ainda os organizadores da festa, os seguranças, e vai procurar saber se há qualquer tipo de filmagem da festa.

"Os suspeitos serão os últimos a serem ouvidos", disse ele.            

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