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Polícia notifica agricultores suspeitos de construir em área ambiental

Polícia notifica agricultores suspeitos de construir em área ambiental

Atualizado: Terça-feira, 6 Abril de 2010 as 12

A Delegacia de Meio Ambiente notificou 22 produtores rurais de Terezópolis de Goiás (GO). Eles são suspeitos de construir em área de preservação permanente.

A agricultora Ramira Cavalcante recebeu uma notificação que proíbe a atividade no local. Apenas sete metros separam o antigo laboratório de reprodução de peixes do córrego Santa Rita. É uma área de preservação permanente. Ela também foi obrigada a desativar dez tanques de criação. Por ano, eram produzidos 500 mil alevinos. A família, que vive na propriedade há anos, está preocupada com a medida. "Aqui era nosso meio de ganho. São 13 pessoas que dependem disso. A gente não sabia. Quando chegamos, já existia essa área com os tanques", afirmou.

Até agora, foram notificados 22 moradores próximos à bacia do João Leite. A determinação da Delegacia de Meio Ambiente é baseada na lei federal que proíbe empreendimentos às margens de mananciais. Numa faixa de 30 metros, deve haver proteção de solo e nenhuma construção.

"É preciso que tragam técnicos, equipes multidisciplinares, com engenheiro de pesca, com agrônomo, com zootecnista e ver qual a possibilidade que temos. Não se pode poluir para depois recuperar. Nós passamos daquela época em que se produz para depois pagar pela poluição. Nós temos que trabalhar com o princípio da prevenção. É claro que queremos que todos produzam, mas temos de respeitar as questões ambientais", disse Luziano Carvalho, delegado de meio ambiente.

Em uma das fazendas, agentes encontraram um flagrante de desrespeito ao meio ambiente. Mais de cem porcos são criados em uma área ilegal. O poço de água do córrego foi modificado. O desvio passa dentro do chiqueiro. Toda sujeira vai parar no manancial que abastece a região. O responsável foi multado pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente em R$ 15 mil.

"Toda carga orgânica está indo para a água, para o manancial. A pessoa não tem nem cuidado nem mesmo com os próprios animais", afirmou o delegado.

A Secretaria Estadual de Meio Ambiente deu um prazo de 15 dias para o dono dos porcos retirar os animais do local.

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