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Polícia ouve mecânicos de empresa que administra bondes no Rio

Polícia ouve mecânicos de empresa que administra bondes no Rio

Atualizado: Sexta-feira, 2 Setembro de 2011 as 2:29

Mecânicos da empresa Central, que administra os bondes de Santa Teresa, no Centro do Rio, prestam depoimento no início da tarde desta sexta-feira (2) na 7ª DP (Santa Teresa). Ainda nesta tarde, o delegado titular Tarcísio Jansen vai ouvir o engenheiro responsável pela oficina da Central, além do supervisor da estação Carioca. A polícia quer saber de quem foi a decisão de permitir que o bonde número 10 continuasse a trafegar depois de ter sofrido uma batida leve de um ônibus horas antes do acidente que deixou cinco mortos e mais de 50 feridos.

Na manhã desta sexta (2), o corpo da menina Maria Eduarda Dourado, de 12 anos , uma das vítimas do acidente, foi cremado no Cemitério do Caju, na Zona Portuária. As informações foram confirmadas pelo crematório do próprio cemitério. Os pais da menina, Daniela Dourado e Orlando Moreira Nunes, ficaram feridos. Orlando contou sobre os momentos finais do acidente .

Missa para motorneiro

Mais cedo, moradores de Santa Teresa e amigos de Nelson Correa da Silva participaram de uma missa para homenagear o motorneiro que também morreu no acidente. A circulação dos bondinhos está suspensa desde que o acidente ocorreu.

A missa, que aconteceu na Rua Joaquim Murtinho, na capela Religiosas de Maria Imaculada, foi organizada por freiras. A igreja fica na mesma rua do acidente. Nenhum familiar de Nelson esteve na solenidade, mas muitos amigos que trabalhavam com a vítima foram prestar suas homenagens.

“Essa semana foi muito difícil, e a missa ajuda a nos consolar. Eu trabalho na estação dos bondinhos e conhecia o Nelson”, disse Gilmar Soares.

O motorneiro Marcos Celestino trabalha há 30 anos dirigindo bondes pelo bairro de Santa Teresa e se emocionou durante a cerimônia. “Nelson era um excelente motorneiro, era um amigo, se preocupava com o usuário do bondinho e com a vida. Por isso ele não pulou na hora do acidente, e temos muito orgulho dele”, contou.

Marcos disse que, mesmo após o acidente, não pensa em desistir da profissão. “Eu espero continuar dirigindo os bondinhos, mas espero também que as condições mudem”, disse.            

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