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Polícia pede prorrogação de inquérito sobre rapaz morto por engano

Polícia pede prorrogação de inquérito sobre rapaz morto por engano

Atualizado: Quinta-feira, 23 Junho de 2011 as 3:44

Policiais morrem durante ocorrência

(Foto: Divulgação / TVCA)

  A Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá pediu prorrogação do inquérito policial que apura a morte de um homem que supostamente foi baleado por engano e também a morte de dois investigadores, no dia 23 de de maio, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

O prazo para finalização do inquérito venceu nesta quarta-feira (22) e o pedido de dilação de prazo foi encaminhado ao Fórum de Várzea Grande. A Polícia Civil informou que aguarda laudos periciais e a quebra de sigilo telefônico das três vítimas fatais. Também faltam colher depoimentos de testemunhas do local do acidente de carro que matou os investigadores Edson Leite e João Osni Guimarães.

Ambos morreram após o veículo em que estavam bater contra o muro de uma residência. O autônomo Gilson Silva Alves, de 33 anos, foi perseguido e morto no dia 23 do mês passado em um posto de combustível, na Rodovia dos Imigrantes, em Várzea Grande. Ele foi atingido por oito tiros efetuados por Edson Leite e Maxwel José Pereira.  

Segundo a polícia, a vítima foi confundida pelos policiais civis com o suspeito de integrar uma quadrilha de roubo a carretas. Ao ser abordado, ele tentou fugir para um matagal, ao lado do posto, onde entrou em luta corporal com Maxwel. A arma do agente teria caído no chão e Gilson disparou um tiro que acertou a perna do investigador.

O autônomo também trocou tiros com Edson Leite e morreu no local, enquanto o investigador foi ferido com dois tiros. Já João Osni Guimarães, o outro policial, que segundo a investigações estava no local por coincidência, levou Edson para o Pronto Socorro do município. Mas, no caminho, o veículo bateu em um muro e provocou a morte dos dois.

Investigações paralelas

Conforme a assessoria da Polícia Civil, já foi confirmado o parentesco com um policial militar do menor envolvido no assalto praticado na casa do autônomo Gilson Sílvio Alves, poucos dias antes da tragédia. O fato foi contado pela mãe do adolescente em depoimento ao promotor de justiça Alan Sidnei. Segundo ela, o policial militar, já falecido, nunca teria o reconhecido como filho.

A polícia também ouviu vizinhos da mulher e confirmaram saber do parentesco com o policial, mas alegaram desconhecer que se tratava de um militar.        

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