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Polícia pedirá quebra dos sigilos de jovem morta na Grande SP

Polícia pedirá quebra dos sigilos de jovem morta na Grande SP

Atualizado: Segunda-feira, 14 Fevereiro de 2011 as 12:59

A Polícia Civil vai pedir à Justiça a quebra dos sigilos telefônico e do computador da supervisora de vendas Vanessa de Vasconcelos Duarte, de 25 anos, encontrada morta na noite de domingo (13) em um matagal ao lado da Rodovia Raposo Tavares, na Grande São Paulo.

De acordo com o delegado Zacarias Tadros, titular do setor de homicídios da Seccional de Carapicuíba, mas que fica alocada em Santana de Parnaíba, a investigação para apurar o crime trabalha com várias hipóteses. Por esse motivo, irá requisitar ao Poder Judiciário as ligações telefônicas que ela realizou nos últimos dias, além de pedir dados do computador.     “Precisamos saber com quem a Vanessa estava conversando. A investigação não descarta nenhuma hipótese até o momento. Trabalhamos com a possibilidade de o crime ter sido desde latrocínio [roubo seguido de morte, já que a bolsa foi levada] com possível estupro, até eventual envolvimento de pessoas que a conheciam com o assassinato dela”, disse o delegado nesta segunda (14). “Apesar disso, ainda não há nenhum suspeito sendo investigado”. Não há informações se o celular da vítima foi encontrado.

O corpo de Vanessa foi achado num matagal, seminu, com sinais de que teria sido vítima de violência sexual. Peritos do Instituto de Criminalística (IC) da Polícia Técnico-Científica encontraram preservativos próximos ao corpo que serão analisados para comprovar, ou não, se houve abuso. A suspeita é que ela tenha sido asfixiada. Há marcas de esganadura no pescoço da vítima. Para a polícia, Vanessa pode ter sido violentada e morta por pelo menos dois homens.

O Instituto Médico-Legal (IML) deve divulgar o laudo com a causa da morte nos próximos dias.

Na tarde de sábado (12), a Polícia Militar havia achado em Vargem Grande Paulista o carro que ela estava usando. O veículo, um Ford Fiesta prata, pertence ao noivo de Vanessa, o gerente Luiz Vanderlei de Oliveira, de 34 anos. O casal morava junto em Barueri.

Na sexta-feira (11) pela manhã, a supervisora teria saído da casa de Luiz com o carro dele para se encontrar com três amigas em Carapicuíba. Todas iriam participar de um curso de maquiagem no Jaguaré, na capital paulista.

Nesta segunda-feira deve ocorrer o velório e enterro de Vanessa. Nos próximos dias, o delegado Tadros pretende ouvir a irmã gêmea e o noivo da jovem, e outras pessoas que conheciam a vítima, como, por exemplo, o ex-namorado dela. “Eles serão ouvidos na condição de testemunhas. O objetivo é colher informações que possam ajudar na investigação”, disse.

Investigadores vão ao velório para tentar conversar com familiares e tentar obter informações que possam ajudar no caso. Duas testemunhas que afirmaram à polícia ter visto um homem deixar o carro que era usado por Vanessa em Vargem Grande Paulista deverão fazer nesta segunda o retrato falado do suspeito. Imagens de câmeras de segurança de imóveis perto da casa onde ela morava com o noivo foram solicitadas pela polícia para tentar identificar a vítima e saber se ela foi abordada ainda no portão.

Segundo os investigadores, Vanessa já teria sido vítima de estelionato. Há também informações de que testemunhas viram outro veículo próximo ao local onde o carro do noivo foi localizado. A polícia teria a descrição do automóvel, que poderia ter sido usado na fuga dos criminosos.    

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