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Polícia prende dois suspeitos de clonar cartões em hotel no Rio

Polícia prende dois suspeitos de clonar cartões em hotel no Rio

Atualizado: Quarta-feira, 5 Janeiro de 2011 as 4:14

Policiais da Delegacia Especial de Apoio ao Turismo (DEAT) prenderam em um quarto de hotel na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, dois homens suspeitos de clonar cartões e usá-los para fazer compras. Eles foram apresentados pela polícia na manhã desta quarta-feira (5).

A prisão em flagrante aconteceu após agentes receberem informações de que os suspeitos usavam quarto de hotéis como escritório para produzir os cartões.

“Nessa época de verão, os turistas aumentam e eles são os alvos principais desses estelionatários. Por isso, realizamos reuniões com hotéis da cidade para identificar o perfil desses suspeitos”, afirmou o delegado titular da DEAT, Fernando César Reis.

Com os acusados, a polícia apreendeu um computador, uma impressora, 36 cartões clonados e algumas notas fiscais que denunciam as compras feitas com os cartões falsos em estabelecimentos da Barra da Tijuca.

Um dos presos, de 27 anos, possuía ainda uma carteira regional de contabilidade. Os dois suspeitos, que têm passagens pela polícia, responderão pelo crime de estelionato e podem pegar até cinco anos de prisão

Estelionatário sacou R$ 60 mil

Na terça-feira (4), extratos bancários foram apreendidos com um outro suspeito de estelionato preso com 123 cartões clonados, também na Barra da Tijuca. Só entre segunda e terça, ele havia sacado R$ 60 mil em caixas eletrônicos. Pelos cálculos da Polícia Civil, a fraude chega a R$ 4,8 milhões por ano.

O dinheiro, de acordo com a polícia, era entregue diariamente nas mãos de integrantes de uma quadrilha. Ainda segundo os agentes, o suspeito confessou que ficava com cinco por cento do valor dos saques, o que daria R$ 20 mil por mês.

O homem foi preso quase por acaso dentro de um caixa eletrônico de um posto de gasolina. Ele fazia um saque usando vários cartões bem ao lado do delegado Eduardo Freitas, que também ia tirar dinheiro. Segundo a delegada-adjunta Juliana Domingues, da 16ª DP (Barra da Tijuca), o delegado desconfiou da grande quantidade de cartões e o abordou.

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