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Polícia prende homem suspeito de espancar criança de três anos em MS

Polícia prende homem suspeito de espancar criança de três anos em MS

Atualizado: Sexta-feira, 3 Junho de 2011 as 11:59

Denunciado por vizinhos, um jovem de 20 anos foi preso na tarde desta quinta-feira (2), suspeito de espancar o enteado de apenas três anos com tapas e usando uma vara feita com galho de árvore. O caso aconteceu na Vila Planalto, em Campo Grande. Segundo informações da Polícia, a criança teve hematomas provocados pela violência em vários locais pelo corpo, até mesmo nas partes íntimas.

O caso é investigado na Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), pela delegada Regina Márcia Rodrigues. Ela relata que o espancamento aconteceu na quinta-feira, quando o suspeito foi acordar o menino para ir a escola.

De acordo com Rodrigues, a mãe da vítima viajou para uma cidade do interior de Mato Grosso do Sul para o velório de uma tia, deixando o filho aos cuidados do marido.

De acordo com a delegada, o menino teria chorado ao ser acordado. O padrasto, com raiva, arrancou um galho de uma goiabeira e agrediu o enteado até ela quebrar. Depois, deu tapas e bateu com o chinelo no menino. “Ele ainda puxou e chegou a arrancar parte do cabelo da criança”, conta a delegada.

Em seguida, de acordo com Rodrigues, o suspeito levou a criança até o banheiro para tomar banho e viu os hematomas. Pediu ajuda a uma vizinha que foi até a casa e viu as marcas. “Ele deixou o menino e disse 'fica com essa criança, senão eu não sei o que vou fazer com ela”, relata a delegada.

A testemunha esperou o agressor sair e levou a vítima até a delegacia. Policiais da Depca foram acionados e prenderam o padrasto no local de trabalho dele, no bairro Guanandi. Em depoimento, confessou as agressões, de acordo com Rodrigues.

O Conselho Tutelar foi acionado e encaminhou a criança para um abrigo. A mãe chegou de viagem nesta quinta-feira. Segundo Rodrigues, já existiam três denúncias de maus tratos contra ela e por causa disso, não conseguiu pegar o filho.

A mulher foi ouvida e disse à delegada que não se importava em passar a guarda da criança para o pai, que mora em outra cidade, desde que o menino saísse do abrigo. A mulher, de acordo com Rodrigues, negou ter batido e presenciado qualquer cena de violência praticada pelo marido contra o menino.        

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