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Polícia prende suspeito de dar golpes na compra de carros

Polícia prende suspeito de dar golpes na compra de carros

Atualizado: Quarta-feira, 23 Fevereiro de 2011 as 11:26

A Polícia Civil de São Paulo, por meio da Divecar (Delegacia de Repressão a Furto e Roubo de Veículos) do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), esclareceu um dos principais esquemas de golpes envolvendo venda de

veículos. Um suspeito foi preso.

Segundo o Deic, os estelionatários compravam carros com cheques roubados e

negociavam utilizando documentos falsos. Um homem de 34 nos foi preso em flagrante na tarde de terça-feira (22). Ele se preparava para levar uma picape avaliada em R$ 98 mil. A prisão ocorreu no estacionamento de um hipermercado em São Bernardo do Campo, no Grande ABC.

Segundo o delegado Celso Valdir Marchiori, a principal estratégia do golpe era aproveitar o "cochilo" bancário. Ou seja, eles realizavam um depósito pouco tempo antes do fechamento do banco.

- Para a vítima o dinheiro estava depositado. Só no dia seguinte ou no outro

descobria o golpe.

O esquema começava no final de semana, quando os golpistas percorriam feiras de vendas de carros usados. O suspeito preso na terça-feira se interessou pela picape e ligou para o dono do carro para propor um negócio. Em seguida, marcou um horário no estacionamento do supermercado na rua Naval, em São Bernardo.

- A coisa é bem elaborada. Ele [ o suspeito] marca um horário, mas chega atrasado, quase sempre minutos antes do fechamento dos bancos.

Em seguida, aceita o valor e faz uma ligação em que autoriza o depósito de pouco mais de R$ 90 mil.

- O comum é falar para a vítima verificar o saldo. Ao ouvir o valor, o proprietário entrega o carro.

Os policiais conseguiram contato na agência onde o valor foi depositado e

obtiveram uma cópia do cheque. A numeração constou que a folha apresentava queixa de furto. Tinha sido roubada de uma igreja. Na hora da abordagem, o suspeito apresentou uma carteira de habilitação falsa.

Em conversa informal, admitiu ter realizado o golpe outras dez vezes. Ele responderá por estelionato e falsidade ideológica. O auxiliar não tinha passagens pela Justiça.    

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