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Polícia procura câmeras que podem ter registrado abandono de bebê

Polícia procura câmeras que podem ter registrado abandono de bebê

Atualizado: Quinta-feira, 7 Julho de 2011 as 12:40

A polícia procura por câmeras de segurança que possam ter registrado o abandono de um bebê na tarde desta quarta-feira (6) em uma viela da Mooca, na Zona Leste de São Paulo. A recém-nascida estava dentro de uma sacola de plástico e foi encontrada pela estudante Érica Machado de Oliveira, de 25 anos, que passeava com a cadela de estimação da família, a lhasa apso Nina.

Os policiais suspeitam que a mãe da bebê seja uma moradora de rua. Investigadores fazem buscas na região perto da viela onde a menina foi encontrada. A bebê foi levada para o Hospital Cândido Fontoura, no bairro da Água Rasa, e está fora de perigo. Se a mãe for localizada, ela vai responder por abandono de incapaz. Como a pena é inferior a quatro anos e ela não foi presa em flagrante, deve responder em liberdade.     Se essa mulher reaparecer, pela lei não há nada que a impeça de reaver a filha. O que acontece, geralmente, nesses casos é que o Conselho Tutelar entra na Justiça para impedir que isso aconteça.

Muito frio

A bebê estava no chão de uma viela. A estudante passeava com Nina quando viu um saco plástico e, dentro, a criança. Fazia muito frio e a bebê já estava toda roxa. "Se não fosse encontrada pela pessoa, ou morreria asfixiada, porque estava dentro de um saco plástico, ou de hipotermia. Não sobreviveria a essa noite, com certeza", diz o delegado Diogo Zamut.

Érica levou a bebê para casa e deu um banho. A irmã dela ligou para a polícia. A menina foi levada para o hospital e estava com um pequeno ferimento na barriga, porque o cordão umbilical foi arrancado, e não cortado. A menina está sendo paparicada pela equipe médica na UTI neonatal do hospital. A bebê pesa 2,8 quilos, que é um peso ideal para a idade, se alimenta bem e está respirando sem ajuda de aparelhos. Não há previsão de alta porque os exames ainda não ficaram prontos. Pelo jeito que estava o cordão umbilical, os médicos dizem que o parto foi feito em casa e que a bebê nasceu pouco antes de ser encontrada.

Emoção

A estudante contou o que sentiu ao localizar a bebê. "Chorei horrores quando tirei ela daquele saco. Nunca imaginei que ia acontecer comigo, disse Érica ao G1 . “Ela parou para cheirar e eu ouvi o choro. Abri o saco e encontrei uma bebezinha já roxinha. Ela estava peladinha, suja de sangue”, relembra a estudante.

Érica decidiu levar a recém-nascida para casa para aquecê-la o mais rápido possível. “Estava muito frio. Dei banho, enrolei ela numa toalhinha e liguei para a polícia. Assim que os policiais chegaram, fomos para o hospital.”

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