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Polícia procura cemitérios clandestinos em favelas do Rio

Polícia procura cemitérios clandestinos em favelas do Rio

Atualizado: Quarta-feira, 16 Março de 2011 as 3:09

O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, esteve na comunidade de Nova Brasília, no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, na manhã desta quarta-feira (16), para divulgar a campanha de incentivo para que moradores denunciem a existência de cemitérios clandestinos e esconderijos de ossadas.

“A intenção é dar um fim ao sofrimento das famílias que desconhecem o paradeiro de um parente e encerrar inquéritos que ficam abertos na Justiça durante muito tempo”, disse Beltrame.

De acordo com o secretário, o Exército encontrou na última terça (15), uma ossada na comunidade da Grota, também no Alemão. No mesmo dia, policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) do Borel, na Tijuca, na Zona Norte do Rio, encontraram uma ossada no morro da Casabranca. Nesta quarta, outra ossada enterrada foi encontrada no local.

Disque-Denúncia oferece R$ 2 mil

Ainda segundo o secretário, a campanha teve início após a denúncia do sumiço de Júlio Baptista Almeida Barros, no dia 9 de julho de 2009. Ele aparece no folheto do Disque-Denúncia, que oferece R$ 2 mil por informações sobre o paradeiro de sua ossada.   

O rapaz trabalhava como agente mata-mosquito no Conjunto de Favelas do Alemão e teria sido executado por traficantes da região.“Foi um choque porque o Júlio não tinha envolvimento com drogas. Não tinha vício nenhum. Era um rapaz de 29 anos, trabalhador”, disse uma familiar que preferiu não se identificar.

Quase um ano e meio depois do desaparecimento de Júlio, um casal suspeito de envolvimento no crime foi preso. Segundo a polícia, o casal apontou Júlio como estuprador. Um grupo de sete criminosos teria matado Júlio a mando do chefe do tráfico na região.

“Essas informações foram colhidas por colegas dele, que trabalhavam dentro da comunidade Nova Brasília, e começaram a procurar informações", disse a parente.

De acordo com Beltrame, a família procurou a secretaria depois da ocupação da comunidade, em novembro de 2010.

“Queremos concluir procedimentos judiciais, inquéritos policiais que estão lá como tendo em tese prática de homicídio ou de desaparecimento, mas não tem o corpo. Então na medida em que a sociedade pode participar efetivamente e mais uma vez se constituir em um parceiro fundamental, a gente espera acabar com essa angústia e também dar uma resposta judicial a esses casos", afirmou o secretário.      

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