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Polícia procura suspeito de ter matado delegado em SP

Polícia procura suspeito de ter matado delegado em SP

Atualizado: Sexta-feira, 22 Julho de 2011 as 1:11

A Polícia Civil procura o homem suspeito de ter feito os disparos que mataram o delegado Leonardo Mendonça Soares, de 29 anos, assassinado na noite desta quinta-feira (21) no Jardim Miriam, Zona Sul de São Paulo, quando perseguia dois rapazes.

O delegado estava com o escrivão José Carlos Pereira. Os dois estavam em uma viela quando foram recebidos a tiros. Os disparos foram feitos através dos furos de um tijolo vazado no muro. Soares foi atingido na cabeça e morreu a caminho do hospital. O escrivão foi baleado no braço, socorrido e liberado.   Os policiais do 98º Distrito Policial, onde o delegado trabalhava, já sabem qual o apelido do autor dos disparos. Amigos e vizinhos do suspeito foram levados para a delegacia para ajudar a localizá-lo. Em seguida, foram liberados.

O crime será investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O Jardim Miriam é considerado um local perigoso pela polícia, e ficou conhecido por abrigar cativeiros de vítimas de seqüestro. Em 2002, o então prefeito de Santo André, Celso Daniel, foi mantido refém no bairro antes de ser assassinado.

Soares era delegado há dois anos. Em agosto ele seria transferido para Presidente Prudente, no interior de São Paulo, onde vive a família dele. O corpo dele será enterrado na cidade.

Perda

O secretário da Segurança Pública de São Paulo, Antônio Ferreira Pinto, lamentou nesta sexta-feira (22) a morte do policial. “É um momento muito triste, tratava-se de um excelente profissional, jovem, é mais um policial que tomba no exercício do dever. Evidencia o quanto é perigosa a carreira policial, quantas dificuldades o homem enfrenta no dia a dia. Nós só temos a lamentar a perda de um grande funcionário, um grande homem”, disse o secretário.

“Ele projetava uma careira brilhante, era dedicado, corajoso, destemido, trabalhador, eficiente. Era um exemplo de policial civil, de delegado”, afirmou Ferreira Pinto.          

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