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Polícia reabre investigação de morte de casal após prisão em Cunha

Polícia reabre investigação de morte de casal após prisão em Cunha

Atualizado: Quarta-feira, 13 Abril de 2011 as 2:51

A prisão de Ananias dos Santos, principal suspeito de ter assassinado as irmãs Josely e Juliana em Cunha, no interior de São Paulo, fez a polícia reabrir as investigações sobre a morte de um casal ocorrida em outubro de 2009 em Paraty, no Rio de Janeiro. Na ocasião, um casal foi morto a tiros dentro de casa. O delegado responsável pela investigação da morte do casal planeja Santos nos próximos dias.

Um homem que tem ligação com a família das vítimas comentou o possível envolvimento do suspeito. “No local estava tendo uma série de roubos, e um senhor que foi roubado teve uma tentativa de estupro por parte da filha dele. E esse senhor entrou em contato com as duas vítimas sobre o fato do Ananias, seu funcionário, ter cometido os crimes. E acredita-se que por medo de ser entregue à polícia, o Ananias foi e cometeu o crime”, contou.

O casal assassinado em Paraty era natural de Cunha. Por isso, os corpos foram enterrados na cidade natal, onde agora também estão os túmulos das irmãs Josely e Juliana. Crimes que aconteceram de forma muito parecida e que levam ao mesmo suspeito.     As semelhanças entre os assassinatos são o calibre da arma, uma espingarda 22, a aproximação e amizade com as vítimas, o sumiço no dia seguinte, e o fato de nada ter sido roubado. “Ele era frio, calculista, jamais levantaria suspeita sobre o que é capaz de fazer”, comentou o homem, que prefere não se identificar.

Prisão

O segundo depoimento de Ananias, preso em Guaratinguetá, durou quase cinco horas. Segundo a polícia, em um misto de frieza e arrependimento, ele pela primeira vez confessou que gostava de uma das irmãs. “Ele fala que gostava da Juliana, que chegou até a pedir ela em namoro em uma oportunidade, mas ele não entra muito no assunto”, explicou o delegado Marcelo Cavalcanti.

As irmãs desapareceram no dia 23 de março e seus corpos foram encontrados cinco dias depois. Nesta segunda, a polícia prendeu Ananias na casa de sua irmã. Ele indicou aos policiais onde estava a arma usada no crime e confessou o crime.

Ananias era considerado foragido da Justiça por roubos cometidos entre 2002 e 2003 em Lorena e Cachoeira Paulista, no Vale do Paraíba, no interior paulista, onde atuou em uma quadrilha conhecida como "Irmãos Metralha", segundo a polícia. Ele não voltou para o Presídio Edgar de Magalhães Noronha, em Tremembé, também no interior, depois de uma saída temporária de Páscoa, em 2009.      

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