Polícia reúne últimas provas para concluir inquérito sobre explosão

Polícia reúne últimas provas para concluir inquérito sobre explosão

Atualizado: Quarta-feira, 19 Outubro de 2011 as 12:14

Delegado Antônio Bonfim reúne provas para

inquérito (Foto: Reprodução/TV Globo)

  A investigação sobre a explosão no  restaurante Filé Carioca , no Centro do Rio, está perto do fim. Foi o que declarou, na manhã desta quarta-feira (19), o delegado Antônio Bonfim, da 5ª DP (Mem de Sá), responsável pelo caso. Nesta manhã, a polícia reúne as últimas provas para a conclusão do inquérito. A explosão matou três pessoas e deixou 17 feridos.

Por volta das 9h, equipes foram ao local da explosão checar informações técnicas sobre as instalações dos cilindros de gás.

“Agora é o momento de comprovar as teorias, mas já temos nossa opinião sobre o caso, que está na fase final de investigação”, afirmou.

Ele disse que pretende ouvir, nesta tarde, ex-funcionários do estabelecimento, funcionários da prefeitura e ainda da empresa de gás SHV. O delegado também quer entender os trâmites e as regras sobre como obter uma autorização do Corpo de Bombeiros e o alvará de funcionamento da prefeitura.

“Vou ouvir uma testemunha que ela vai me dizer exatamente, diante das fotos que temos, onde ficavam os cilindros de gás”, disse ele, ressaltando que as instalações não eram compatíveis.

De acordo com o delegado, o dono do restaurante tinha conhecimento sobre a proibição do uso de gás no local . “Ele tinha consciência de que aquela situação era irregular, porque era um local que ninguém podia acessar. (...) Ela não conseguiu até hoje a autorização dos bombeiros porque ele não tinha a planta que descrevia as instalações do lugar”, explicou.

Segundo ele, o prazo para a entrega dessa planta ia expirar no dia 28 deste mês.

Responsável sabia de proibição de gás, diz delegado

Na noite de terça-feira (18), o delegado ouviu por uma hora e meia o depoimento dos engenheiros Fábio Bruno Pinto e Manuel Jorge Dias, responsáveis pela retirada dos entulhos da explosão.

Ainda nesta semana a polícia pretende ouvir o irmão do proprietário, que também atuava como gerente do restaurante. A polícia vai pedir que um médico do Instituto Médico-Legal ateste se ele tem condições de saúde de depor. Ele sofreu fraturas na costela após a explosão.

Em nota enviada na tarde desta terça-feira, a SHV informou que não mantinha qualquer contrato de prestação de serviço com o restaurante Filé Carioca. A companhia era responsável apenas pelo fornecimento de Gás LP e a periodicidade era aproximadamente semanal. O primeiro abastecimento no local ocorreu em fevereiro de 2009.

Depoimento

Na segunda-feira (17), o d ono do restaurante Filé Carioca, Carlos Rogério do Amaral, prestou depoimento na 5ª DP (Mem de Sá) sobre a explosão no local. Segundo Antônio Bonfim, Carlos disse que desconhecia a proibição de uso de gás no prédio, na Praça Tiradentes, no Centro.    Segundo o delegado, o proprietário afirmou que o contador era o responsável pelos alvarás junto à prefeitura. Sobre o vazamento de gás, Carlos Rogério Amaral disse que era de responsabilidade de uma distribuidora a troca e manutenção dos cilindros.

"Ele passou a responsabilidade do vazamento de gás, da troca de gás, para a SHV (firma distribuidora do gás). Ele trouxe os documentos mostrando que essa firma fez a troca de gás no dia 11 de outubro”, falou o delegado.

Publicado decreto que muda regras para alvarás provisórios

Também na terça-feira, prefeitura do Rio publicou, no Diário Oficial do município, um novo decreto que estipula mudança nas regras para a concessão de alvarás de funcionamento de restaurantes. De acordo com a Secretaria Especial de Ordem Pública (Seop), mesmo com alvará provisório, os donos dos estabelecimentos terão dez dias para conseguir a aprovação do Corpo de Bombeiros.        

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