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Polícia vai indiciar donos de postos por aumento do preço dos combustíveis durante a greve

Polícia vai indiciar donos de postos por aumento dos preços

Atualizado: Sexta-feira, 9 Março de 2012 as 8:16

A Polícia Civil diz que também vai indiciar os donos de postos de combustível que aumentaram preços para se beneficiar da crise de abastecimento em São Paulo, afirma Archimedes Cassão Veras Júnior, delegado titular da 2ª Delegacia de

Investigações sobre Infrações ao Consumidor, ligada ao Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).

Até a tarde desta quinta-feira (8), 11 pessoas, a maioria gerentes de postos, haviam sido indiciadas por conta dos reajustes.

"Isso não exime a culpa do dono do posto. Então todos os proprietários [que cometeram abuso] vão responder também", afirma o delegado. Ele ressalta que, com isso, o número de indiciados deve aumentar nos próximos dias.

Todos os postos que alteraram os preços vão ser investigados, independentemente de terem revisado os valores nesta quinta-feira, afirma Veras Júnior. "Nas diligências de hoje, vários postos estavam fechados ou corrigiram o preço para não serem pegos", diz.

Consumidores lesados estão sendo ouvidos pela Polícia Civil para relatar os casos, afirma Veras Júnior. "Eles vão dizer se o posto mudou o preço cobrado. A prova testemunhal dos clientes é importante", ressalta.

Os gerentes e donos de postos de combustível estão sendo indiciados por crime contra a economia popular. A pena varia de seis meses a dois anos de detenção, segundo o delegado.

Denúncias

A polícia aguarda também as denúncias do Procon-SP para saber que postos devem ser investigados. Até as 18h desta quinta-feira, 248 denúncias de aumento de preço em postos haviam sido registradas pelo órgão.

A tendência é que haja uma queda no número de reclamações, já que os caminhões-tanque com combustível recomeçaram a circular ainda na tarde da quarta-feira (7), primeiro com escolta da Polícia Militar e nesta quinta já sem escolta.

Até agora, 70 postos denunciados passaram por fiscalização, de acordo com o Procon-SP.

O próximo passo é entrar com processo contra os postos que fizeram aumento abusivo de preços de combustível. As multas podem variar de R$ 400 a R$ 6 milhões, dependendo do caso.

De acordo com o site da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a média da gasolina cobrada no estado de São Paulo é de R$ 2,62 o litro para o consumidor e de R$ 2,228 o litro para a distribuidora. Nesta quarta, um posto na Avenida Alfredo Pujol, na Zona Norte de São Paulo, foi flagrado cobrando R$ 4,49 no litro da gasolina. Um funcionário foi detido.

 

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