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Polícia volta atrás e nega identificação de suspeitos da morte de torcedor

Polícia volta atrás e nega identificação de suspeitos da morte de torcedor

Atualizado: Quinta-feira, 9 Dezembro de 2010 as 4:23

A Polícia Civil voltou atrás e disse que não identificou os suspeitos de envolvimento na morte do torcedor de 19 anos agredido durante uma briga entre torcidas do Atlético e do Cruzeiro, no dia 27 de novembro, em Belo Horizonte. Na manhã desta quinta-feira (9), a assessoria havia informado que todos os suspeitos haviam sido identificados e que imagens gravadas pelo circuito de segurança de um shopping teriam ajudado no reconhecimento.

O crime aconteceu no último sábado (27), na Avenida Nossa Senhora do Carmo, região centro-sul de BH. Depois de uma luta de vale-tudo em uma casa de shows, torcedores do Cruzeiro e do Atlético entraram em confronto. Os agressores usaram barras de ferro e cavaletes de sinalização de trânsito. O torcedor gravemente atingido na cabeça e morreu antes de chegar ao hospital.

Pedido de justiça

A balconista Mônica de Cássia Fernandes, de 39 anos, mãe do torcedor de 19 anos que foi agredido até a morte na porta de uma casa de shows no sábado, 27 de novembro, no bairro São Pedro, em Belo Horizonte, pede por justiça. Ela conversou com o G1 por telefone na tarde desta terça-feira (7). Mônica falou que o filho era um bom rapaz e não se envolvia em confusão.

Mônica, que está em Montes Claros, norte de Minas Gerais, contou que passa por um momento muito ruim e que prefere não acompanhar as notícias divulgadas pela imprensa sobre a morte do filho. “Estou chocada, não consigo fazer nada. Vim para Montes Claros para descansar a cabeça”, disse.

Mônica falou ainda que ficará na cidade por tempo indeterminado e, sequer, acompanha o inquérito policial. Ela também contou que não viu as imagens em que o filho é espancado e morto. “Prefiro guardar as boas lembranças dele”.

Ela falou ainda que o filho nunca havia se envolvido em briga de torcida de futebol e, no dia que ele morreu, ela não o viu porque estava viajando para Ouro Preto. Por essa razão, Mônica não sabe dizer se o filho foi ver o campeonato de luta.

Ela, o marido, José Camilo Gonçalves Fernandes, de 42 anos, e os quatro filhos – incluindo a vítima –, moravam há oito anos no bairro Urucuia, na região do Barreiro, em Belo Horizonte.

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