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Policiais civis protocolam queixa contra comida estragada em MT

Policiais civis protocolam queixa contra comida estragada em MT

Atualizado: Quarta-feira, 28 Setembro de 2011 as 2:43

Policiais reivindicam tíquete alimentação e querem

o cancelamento da entrega das marmitas.

(Foto: Pollyana Araújo/ G1)

  Os investigadores e escrivães que estiveram de plantão na noite desta terça-feira (27) no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc), do bairro Planalto, em Cuiabá, não se alimentaram. Eles alegam que as refeições, acondicionadas em marmitas, estavam estragadas. Os servidores informaram ao G1 que frequentemente a comida já chega azeda ou estraga logo depois de ser entregue.

Demonstrando indignação com a qualidade das marmitas, os chefes dos plantões fizeram um abaixo-assinado apontando ainda outras deficiências da instituição. O documento foi encaminhado no dia 30 de agosto deste ano à Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sesp) pedindo providências, mas até hoje, segundo um investigador da Polícia Civil que pediu para não ser identificado, nenhuma medida foi tomada.

A reportagem do G1 entrou em contato com a empresa que fornece refeições para os policiais, mas foi informada que o representante não se encontrava no local e que iria retornar a ligação. Até o fechamento da reportagem, a empresa não havia se posicionado a respeito do assunto.   A diretoria de Execuções Estratégicas da Polícia Civil alegou, por meio de assessoria, que, apesar de se tratar de uma reclamação antiga, os funcionários não apresentaram provas de que as refeições estariam estragadas. De acordo com o órgão, as queixas normalmente são feitas muito tempo depois da entrega, além do que, o calor de Cuiabá contribuiria para que a alimentação estragasse mais rapidamente.

"A comida oferecida aos plantonistas é tão ruim que constantemente os policiais reclamam de mal estar após a refeição", diz trecho do documento, ao sugerir ainda que os servidores recebam vale alimentação para comer em outros restaurantes, principalmente porque eles não têm um horário específico para fazer as refeições diante do trabalho demandado.

Com base nos argumentos apresentados, os servidores pediram ainda que a Sesp cancele o fornecimento das marmitas. A empresa terceirizada é responsável não só pela entrega de marmitas aos servidores da Polícia Civil, mas a todos os órgãos de segurança pública e até mesmo às unidades prisionais do estado.

Outro lado

Por meio de nota, a Polícia Civil informou que as reclamações referentes à qualidade do alimento serão encaminhadas ao Núcleo Sistêmico da Secretaria de Segurança Pública para que a empresa seja notificada. Devido às frequentes queixas, a assessoria disse ainda que a Polícia Civil vai propor uma reunião com os representantes da fornecedora para discutir as reivindicações dos policiais, tanto na questão do cardápio, qualidade, horário de entrega, entre outras.

Sobre a instituição dos tickets, a polícia disse considerar uma alternativa viável, mas que ainda precisa ser analisada porque, como as delegacias atuam em sistema de plantão, inviabiliza a saída do policial da unidade em função do serviço emergencial.          

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