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Policiais vasculham casa de suspeito em ação contra jogo do bicho

Policiais vasculham casa de suspeito em ação contra jogo do bicho

Atualizado: Terça-feira, 20 Dezembro de 2011 as 8:35

Policiais estão vasculhando um dos endereços de um suspeito de envolvimento com o jogo do bicho , na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, nesta terça-feira (20). O suspeito, que é ligado à uma escola de samba, está foragido desde a semana passada. Na casa dele, policiais encontraram dinheiro e anotações escondidas no esgoto.

Agentes da Corregedoria da Polícia Civil e da Coordenadoria de Recursos Especiais passaram a noite de segunda-feira (19) cercando a casa, à espera de um mandado de busca e apreensão.  Os advogados da família, que estiveram no local, foram revistados ao deixar a residência.

Na semana passada, a polícia prendeu 44 pessoas durante a operação "Dedo de Deus" realizada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público (MP-RJ). Os presos são suspeitos de envolvimento com o jogo do bicho no Rio e em outros três estados . De acordo com a Polícia Civil, dos 44 presos, 36 foram localizados no Rio de Janeiro, um na Bahia, outro no Maranhão e mais um em Pernambuco.

Entre os presos, há dois policiais militares e um guarda municipal de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Um policial civil ainda está foragido, segundo a polícia.

Apreensão de R$ 517 mil

Os policiais também fizeram uma varredura no barracão da Beija-Flor, na Cidade do Samba, Zona Portuária, onde foram apreendidos R$ 115 mil em espécie. E em Teresópolis, na Região Serrana, as buscas ocorreram num hotel fazenda que seria de propriedade de um ex-prefeito do município, que também foi preso durante a operação. Ele é apontado pela polícia como o responsável por comandar pontos do jogo do bicho na serra fluminense.

Segundo a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, no total foram apreendidos R$ 517 mil em espécie, incluindo euros, além de joias, oito veículos, 39 computadores, uma arma, notas fiscais, documentos e máquinas portáteis de cartões de crédito.

A investigação começou em Teresópolis, após denúncias que davam conta de que comerciantes estavam sendo coagidos a implantar jogo do bicho nos seus estabelecimentos legalizados. Segundo as denúncias, policiais civis atuavam na coação desses comerciantes, além de passar informações para os contraventores sobre operações policiais.

A Polícia Civil informou também que os contraventores alteravam o resultado das apostas. Quando a quadrilha sabia que muitos apostadores jogariam em um único número fazia com que esse número não fosse sorteado, segundo a polícia.

Dinheiro apreendido durante

operação (Foto: Thamine Leta/G1) 60 mandados de prisão

De acordo com a Polícia Civil, a corregedoria investigou uma quadrilha de contraventores que atuava em grupos em diversas cidades. Entre os 60 mandados de prisão, Martha Rocha afirma que cinco contraventores são considerados mandantes de pontos do bicho em Teresópolis e Petrópolis, na Região Serrana, Rio de Janeiro, São João de Meriti, Duque de Caxias e Nilópolis, na Baixada.

Segundo o delegado Felipe Vale, da Corregedoria da Polícia Civil, empresas de outros estados foram interditadas por prestar serviços ao jogo do bicho.

“O Rio era a célula da organização. Mas em outros estados funcionavam empresas que forneciam aparato técnico. Na Bahia , uma empresa fornecia máquinas de cartão de crédito adaptadas para o bicho. Os funcionários dessa empresa eram convidados para o camarote da Grande Rio, no carnaval carioca, por exemplo. Em Pernambuco funcionava uma gráfica que vendia talonário para o jogo do bicho”, explicou Vale, acrescentando que o envolvimento de contraventores com o carnaval acarreta na investigação de escolas de samba, como a Beija-Flor e Grande Rio.        

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