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Poluição de SP reduz a expectativa de vida em até três anos

Poluição de SP reduz a expectativa de vida em até três anos

Atualizado: Quarta-feira, 6 Abril de 2011 as 1:34

A poluição pode reduzir em até três anos a expectativa de vida de quem tem problemas respiratórios. As estatísticas mostram que uma mulher que se cuida, se alimenta direito, que trata das doenças que surgem, vive até os 77 anos. Entretanto, se ela for moradora de São Paulo, que respira todos os dias o ar sujo, ela tem mais chances de morrer mais cedo, aos 74 anos, com alguma doença agravada pela poluição.

O ar poluído faz mal para todo mundo. Quem já tem doenças respiratórias como asma e sinusite, fica com a saúde mais frágil. Se a pessoa sofre do coração, precisa de atendimento médico. Existem também as pessoas que morrem antes do que deveriam, porque a poluição do ar piorou a doença delas.

Os fatores genéticos também vão influenciar no quanto a poluição vai fazer mal. O ambiente onde a pessoa vive deve ser levado em conta. A pobreza e as condições precárias de moradia podem agravar os riscos de exposição ao ar poluído.

Os problemas aumentam quando o clima está seco e a poluição no ar. Isso acontece principalmente no inverno, pois quase não chove nos meses de junho, julho e agosto. No ano passado, agosto foi o mês com maior número de dias secos na cidade desde 1943, ano em que o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) iniciou as medições.

A umidade do ar despencou e chegou a 12%, bem longe do ideal, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, que é de 60%. A capital ficou em estado de atenção por 11 dias; seis dias em alerta.

Jonathan

Quem tem problemas respiratórios sofre desde cedo, como o menino Jonathan. Há sete meses, ele chegou ao hospital com os pulmões cheios de catarro, sem conseguir respirar direito. Segundo o fisioterapeuta, Paulo Camargo, foi necessário fazer um descolamento da secreção. “A gente tira a secreção dos vasos menores e leva para os vasos maiores. Usamos o recurso da aspiração para criar um alívio na criança.”

A mãe do bebê, Alexsandra Silva da França, não viu a ação dos médicos, mas o resultado foi positivo. “Ele está calminho, agora está melhor. Quando chegou aqui estava muito preocupante. Ele estava muito cansado.”

A casa, feita com tábuas de madeirite e cheia de frestas, só contribuiu para complicar a saúde do menino. Para piorar, ao lado da casa da família existe uma obra.

Hoje, para evitar crises, Jonathan toma dois remédios por dia. A única preocupação da mãe é com a pior estação do ano, o inverno, quando a concentração de poluentes é maior.      

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