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População chega de madrugada para pegar senhas em cartório de Salvador

População chega de madrugada para pegar senhas em cartório de Salvador

Atualizado: Terça-feira, 19 Julho de 2011 as 3:54

Sair de casa antes mesmo do dia amanhecer, se arriscar no meio da madrugada, e ainda ter que ficar horas numa fila. Essa é a situação de quem precisa dos serviços dos cartórios em Salvador.

Na madrugada desta terça-feira (19), a fila de quem esperava por uma senha no cartório do bairro da Liberdade já era grande. Algumas pessoas esperaram até seis horas até serem atendidas.

Por volta das 4h30 já tinha gente na porta do cartório. Os primeiros a chegar enfrentaram chuva, além dos riscos de sair de casa de madrugada. “Cheguei 3h45 da manhã, é um pouco complicado por causa de assalto”, conta o soldador Joceval Souza.

O operador de processos Eliomar Augusto diz que chega cedo por causa das senhas que são poucas. “São 40 senhas e umas 5h30, 6h da manhã já tem gente sobrando para pegar senha para o período da tarde”, relata.     Às 8h da manhã as senhas começaram a ser distribuídas. Outra queixa de quem frequenta o cartório da Liberdade é a entrega dos documentos. “Todas as pessoas que chegam eles marcam pra três dias pegar a documentação, não dá na hora. Os outros cartórios, alguns, dão o documentos na hora”, desabafa o carregador Sátiro Pinheiro.

Para o soldador Joceval, que saiu de casa nesta terça-feira às 3h da madrugada, a espera foi longa. Entre sair de casa e esperar o atendimento no cartório, foram seis horas. “Seis horas e agora um tempinho para trabalhar, é sacrifício”, finaliza.

O suboficial do cartório, Orisval Joveniano, explica que o problema é a quantidade de serviços no local para atender aos moradores da Liberdade e de outros 35 bairros. “Nós temos apenas quatro funcionários na casa e é um pouco complicado. É provável que a privatização resolva por um lado, mas por outro lado os custos do cartório vão aumentar”, completa.

O projeto de privatização dos cartórios está na Assembleia Legislativa para ser votado. A votação foi adiada para agosto de 2011 por causa do recesso parlamentar. Se o projeto de lei for aprovado, mais de 1.500 cartórios da Bahia deixam de ser administrados pelo estado.          

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