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População faz protesto contra morte de animais em Ribeirão Preto

População faz protesto contra morte de animais em Ribeirão Preto

Atualizado: Segunda-feira, 16 Maio de 2011 as 2

Moradores de Ribeirão Preto, a 313 km da capital paulista, protestaram neste domingo (15) contra a morte de animais no município. A lista de animais mortos - todos envenenados - é grande: um cachorro, seis gambás e 41 gatos. Os últimos três foram encontrados na tarde de domingo.  A polícia diz que já tem um suspeito dos crimes.     A polícia suspeita que as mortes tenham ocorrido por veneno de rato, mais conhecido por chumbinho. O produto é proibido e pode ter sido misturado à ração ou em pedaços de carne que as pessoas deixam para os animais perto de um bosque. Os gatos viviam por perto de uma das entradas do zoológico. Eram cerca de 70 animais. Quando os funcionários chegaram para trabalhar, não viram mais os gatos. Eles resolveram, então, vasculhar uma pequena mata nas imediações e, logo, começaram encontrar os corpos.    

A psicóloga Mara Cabral, que sempre levava comida para os animais, tentava pela internet conseguir alguém que adotasse a dupla Maria e Amparo. “Eles causam transtornos no morro, obviamente, porque é um lugar de convivência, de cultura, mas, no geral, eles conviviam muito bem com as pessoas e entre si, então é de uma crueldade, uma coisa indizível, é uma sensação de vazio”, reclamou.

O caso gerou um protesto que reuniu centenas de pessoas no fim de semana. “Tem que ter uma castração maciça dos animais da cidade e tem que ter vigilância nesse ponto para que pare o abandono”, diz Cláudia Garcia Vicente, presidente de uma ONG que luta pelos direitos dos animais.

A delegacia de proteção aos animais abriu inquérito para investigar o caso e a polícia diz já ter um suspeito do crime. “Essas informações, se confirmadas, realmente possibilitarão que nós coloquemos as mãos nesse criminoso", diz o delegado Norberto Bocamino.

A pena para esse tipo de crime é de um ano e três meses de prisão para cada animal morto. Sobre a reclamação da presidente da ONG, a Prefeitura de Ribeirão Preto diz que vai fazer mutirões para castrar animais e que pretende intensificar a fiscalização na área próxima ao bosque.        

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