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Portuários reclamam de falta de informação sobre gripe suína em Santos (SP)

Portuários reclamam de falta de informação sobre gripe suína em Santos (SP)

Atualizado: Quinta-feira, 30 Abril de 2009 as 12

Portuários do Porto de Santos, a 72 quilômetros de São Paulo, criticam a falta de informação sobre a gripe suína e dizem que não são informados sobre a origem dos navios com os quais trabalham. "Não tem ninguém aqui nos orientando em nada", disse o portuário José Carlos dos Santos. Um outro trabalhador do local, Delson de Almeida, também reclamou da falta de informação. "É uma preocupação mundial e é importante que todos nós tenhamos orientação", afirmou.

Por dois dias, eles trabalharam no desembarque de peças metálicas de um navio vindo de um porto do México, país onde a gripe suína já provocou mortes, sem saber da origem do navio.

Na quarta-feira, 29 de abril, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) começou a adotar medidas de prevenção. Duas embarcações vindas de áreas de risco foram inspecionadas ainda em alto-mar. "Vão médicos das agencias de navegação com médicos da Anvisa fazer vistoria em campo. Caso a suspeita seja confirmada, o paciente é removido pela lancha até o cais e terá ambulância aguardando e levará o paciente até o hospital de referência", afirmou Alexandra Grota, superintendente de Saúde da Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp)

O tempo de incubação da gripe suína, de dois a seis dias, é visto pelas autoridades como um fator importante para diminuir os riscos da entrada da doença pelos portos brasileiros.

Uma viagem de navio do México para Santos, por exemplo, leva, em média, 15 dias. Uma possível tripulação infectada, ao chegar aqui, já teria apresentado todos os sintomas, o que facilitaria as ações das equipes de saúde.

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