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PPS ameaça expulsar filiados que não apóiam candidatos da sigla

PPS ameaça expulsar filiados que não apóiam candidatos da sigla

Atualizado: Sexta-feira, 1 Abril de 2011 as 8:18

Diretórios estaduais do PPS, partido de oposição ao governo federal, abriram uma série de processos para expulsar lideranças que não apoiaram candidatos da sigla na eleição de 2010.

Na mira, estão políticos que não deram apoio a nomes do partido na disputa para deputado estadual e federal, cuja bancada determina o tempo de TV que o PPS terá em 2012.

A caça aos infiéis --uma orientação do diretório nacional da sigla-- coincide com a retração do PPS após o rompimento com o governo Lula, em 2004.

Pelo menos 60 lideranças --entre prefeitos, vice-prefeitos e vereadores-- já foram expulsas ou desligadas por infidelidade partidária nos seis maiores colégios eleitorais do país. Outros 24 casos estão em análise.

No Paraná, houve o maior número de expulsões até agora: 37 só nesta semana. O número de prefeitos no Estado caiu de 30 para 12.

Em São Paulo, já foram extintos mais de 60 diretórios municipais. Em Minas Gerais, seis prefeitos (dos 33 do PPS no Estado) e um vereador foram convidados a deixar a sigla.

Em Pernambuco, nove vereadores estão na mira da comissão de ética e devem ser julgados neste mês. Na Bahia, outros 15 diretórios e vereadores estão em análise.

O deputado Roberto Freire (PPS-SP), presidente nacional da sigla, diz que se trata de um processo de fortalecimento do partido e não de esvaziamento.

"Que esvaziamento vou ter, se não tenho nenhum enchimento?", questiona. "Para ficar no partido, tem que respeitá-lo e fazer campanha para seus candidatos."

HISTÓRIA

O PPS, ex-PCB, ganhou musculatura eleitoral após as eleições presidenciais de 1998 e 2002, quando seu candidato Ciro Gomes (hoje no PSB) teve 11% e 12% dos votos. Na eleição de 2000, o partido quintuplicou o número de prefeituras, saltando de 32 em 1996 para 164.

Em 2004, ainda na base de Lula, teve seu melhor desempenho. Venceu em 320 municípios. Quatro anos depois, já na oposição, o PPS regrediu para 132 prefeitos.

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