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Precisamos travar uma guerra sem dó nem piedade contra o crack, diz Lula

Precisamos travar uma guerra sem dó nem piedade contra o crack, diz Lula

Atualizado: Terça-feira, 22 Junho de 2010 as 9:09

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu nesta segunda-feira (21) uma atuação conjunta entre o governo federal, estados e municípios no combate ao crack. Em discurso na abertura da 12ª Semana Nacional Sobre Drogas, Lula classificou o crack de ''inimigo da humanidade'' e afirmou que será preciso uma ''guerra'' para combater o problema da dependência química no Brasil.

''Nós precisamos travar uma guerra sem dó nem piedade contra o crack. Seja na fronteira especializando o que tivermos de especialidade, seja acertando com os governos que tem fronteira com o Brasil'', afirmou.

Segundo Lula, a responsabilidade pelo combate à droga é de todos. Ele pediu que os dirigentes não culpem uns aos outros pelo problema da dependência química e tentem atuar de forma conjunta.

''Temos que dar demonstração que somos capazes de enfrentar. É responsabilidade do estado, do município, do governo federal. Estamos num estado de preparação. Todos nós somos responsáveis, senão pela droga, por acabar com ela'', afirmou.

Em maio, o governo lançou o Plano Integrado para Enfrentamento do Crack, que prevê investimentos para treinamento de equipes de saúde, tratamento a usuários, pesquisa e combate ao tráfico. O projeto terá neste ano R$ 430 milhões de reais para a implementação das propostas. Segundo Lula, um dos focos do plano será prestar assistência aos parentes dos dependentes.

''Não tem quase hospital especializado e clínicas para cuidar disso. Estamos agora começando um processo para tratar não apenas o viciado, mas também da família'', disse. O presidente também defendeu ainda uma melhor fiscalização para identificar os usuários, principalmente nas escolas. ''Temos que fiscalizar melhor para saber se tem em cada escola criança viciada e qual tratamento disponibilizar'', disse.

Presente ao evento, a secretária-adjunta da Secretaria Nacional de Políticas sobre as Drogas, do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Paulina do Carmo, defendeu foco em políticas de integração do viciado em crack à sociedade. ''Além da internação, o dependente do crack precisa de fortes ações para garantir a reinserção social'', disse.

Por Nathalia Passarinho

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