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'É preciso prevalecer a ordem', diz Kassab sobre confronto no Brás

'É preciso prevalecer a ordem', diz Kassab sobre confronto no Brás

Atualizado: Segunda-feira, 28 Novembro de 2011 as 11:38

Clientes foram às compras no Brás no início da manhã desta segunda-feira mesmo após confronto na madrugada (Foto: Juliana Cardilli/G1) O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), afirmou na manhã desta segunda-feira (28), ao comentar os novos confrontos entre a Polícia Militar e ambulantes da região do Brás, no Centro, que é preciso “prevalecer a ordem” e que não faz sentido “as pessoas acharem que vão conseguir reverter a ordem fazendo baderna”.

Durante a madrugada, camelôs atearam fogo a um ônibus coletivo no bairro após serem impedidos por policiais de montarem suas barracas, segundo a Polícia Militar. Após os confrontos, as lojas que ficam no entorno do Pátio do Pari, onde funciona a Feira da Madrugada do Brás, abriram normalmente.

“É importante que as pessoas saibam que a cidade de São Paulo é uma cidade onde precisa prevalecer a ordem. Todos sabem que naquela região nós temos milhares de pessoas que trabalham legalmente, cadastradas, vendendo produtos habilitados. Não tem sentido as pessoas acharem que vão conseguir reverter a ordem fazendo baderna”, disse o prefeito.

De acordo com o Kassab, a Prefeitura tem tido um apoio importante da Polícia Militar, que tem tido uma “ação efetiva e vigorosa”. “Temos que ter uma cidade legalizada, uma cidade com ordem, uma cidade com apoio aos pequenos e micros [comerciantes]”, declarou Kassab.

Para o prefeito, a regularização do comércio da região da Feira da Madrugada não restringe as ofertas disponíveis. “As pessoas terão sempre alternativas como os shoppings populares e como a própria feira, onde tem milhares de pessoas trabalhando”, disse.

Madrugada

Os passageiros que estavam no ônibus foram obrigados pelos manifestantes a descer do veículo antes de o coletivo ser incendiado. Outros dois carros que estavam próximos ao coletivo também ficaram queimados.

Durante a ação, a Tropa de Choque usou balas de borracha para impedir que os camelôs montassem suas barracas. Quatro pessoas foram detidas no confronto. Cerca de 300 ambulantes e 200 policiais se envolveram na confusão. Ainda segundo a PM, foram apreendidos rojões e combustível com os camelôs.

Na Rua Oriente, uma loja pegou fogo durante a madrugada. Os bombeiros controlaram o fogo. Ainda não se sabe se o incêndio também foi causado pelos manifestantes.

Confrontos em outubro

Os camelôs protestam desde o fim de outubro contra a ação da Polícia Militar, que passou a impedir a montagem das barracas durante a madrugada nas ruas do Brás. Eles pedem à Prefeitura de São Paulo que possam continuar trabalhando até o fim do ano entre 2h e 6h30, apenas nas calçadas, e que no início de 2012 seja feita uma nova negociação para sua retirada.

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