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Prefeito de Campinas diz que não vai depor na Câmara

Prefeito de Campinas diz que não vai depor na Câmara

Atualizado: Quarta-feira, 29 Junho de 2011 as 7:26

O prefeito de Campinas, Hélio de Oliveira Santos, o dr. Hélio (PDT), afirmou nesta terça-feira que não irá à Câmara Municipal para prestar depoimento aos vereadores que conduzem um processo que pode resultar na sua cassação.

Em ofício encaminhado à Câmara, dr. Hélio disse que tem prerrogativa legal para não ir à sede do Legislativo e se colocou à disposição dos vereadores em seu gabinete na prefeitura, onde "os trabalhos serão mais produtivos".

O prefeito é alvo de um processo de impeachment desde 23 de maio, quando a Câmara aprovou, por unanimidade, a instauração da comissão processante, que tem até agosto para apresentar relatório pedindo a cassação ou a manutenção de dr. Hélio.

De acordo com o vereador Artur Orsi (PSDB), autor do pedido de impeachment, o prefeito foi negligente ao nomear secretários e servidores recentemente denunciados pelo Ministério Público por formação de quadrilha e corrupção passiva.

Eles são acusados de montarem um esquema que fraudava licitações e liberava alvarás em troca de propina.

Entre os 22 denunciados, estão a ex-chefe de gabinete e primeira-dama Rosely Nassim Santos, o vice-prefeito Demétrio Vilagra (PT), o ex-secretário de Comunicação, Francisco de Lagos, e o ex-secretário de Segurança Pública, Carlos Henrique Pinto, exonerados após as denúncias.

INDIGNAÇÃO

O presidente da comissão processante, Rafa Zimbaldi (PP), afirmou que recebeu a notícia com "indignação". Conforme ele, os vereadores não irão à prefeitura e esperarão pelo prefeito na Câmara, onde já foi montada uma estrutura para a coleta de todos os depoimentos.

"Foi um desrespeito com a Câmara e com a população, que vem aguardando há dias o depoimento. Nós fizemos a intimação dele há 11 dias. Faltando 15 horas para o depoimento, chega esse documento, que é obviamente uma manobra", disse.

Segundo ele, o início dos depoimentos continua marcado para as 9h da quarta-feira (29). Caso o prefeito não compareça, os vereadores passarão a ouvir as 22 testemunhas de defesa e nove de acusação.

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