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Prefeito de SP confirma veto ao Dia do Orgulho Hétero

Prefeito de SP confirma veto ao Dia do Orgulho Hétero

Atualizado: Segunda-feira, 15 Agosto de 2011 as 12:10

Kassab vai vetar Dia do Orgulho Hétero em SP

(Foto: Juliana Cardilli/G1)

  O Dia do Orgulho Heterossexual, projeto de lei do vereador Carlos Apolinário (DEM) aprovado pela Câmara Municipal de São Paulo, será vetado pelo prefeito Gilberto Kassab. O prefeito classificou a aprovação da criação de um dia para os heterossexuais como “incompreensível”. Segundo Kassab, a decisão foi tomada após uma análise minuciosa. Segundo ele, o veto será encaminhado assim que o projeto chegar ao Executivo – o que não havia ocorrido até o fim da semana passada.

“É um dia como qualquer outro que a Câmara aprovou, e ela tem aprovado diversos ao longo de sua história, mas esse especificamente trata de uma comparação que foi feita de maneira indevida”, disse o prefeito. Segundo ele, os heterossexuais não são uma minoria e, por isso, não deveriam ter um dia dedicado a eles. “São pessoas que têm uma rotina de vida, que não estão sendo agredidos. Portanto, do ponto de vista político, seria incompreensível e essa é a razão do nosso veto, que será ainda encaminhado.”     O projeto foi aprovado no dia 2 de agosto. Parte dos 39 vereadores presentes se manifestou contra o projeto, mas como não houve pedido de votação nominal a posição não foi considerada. No semestre passado, o impasse em torno desse projeto impediu os vereadores de votar outros projetos individuais.

O texto propunha que a data deveria ser comemorada todo terceiro domingo do mês de dezembro. Em nota, o vereador Carlos Apolinário, autor do projeto, classificou como “lamentável” a decisão do prefeito, mas disse não ter ficado surpreso. “Eu tinha certeza de que ele seria pressionado pelos gays e iria voltar atrás na palavra dada a mim.”

O vereador ainda ressaltou que Kassab havia dito anteriormente que a data não incentivaria a homofobia. “Mas, mesmo o prefeito vetando a lei que cria o Dia do Hétero, a luta continua, pois continuarei, democraticamente, combatendo os excessos e privilégios dados aos gays. A data em si não tem nenhuma importância. Por isso, pretendo continuar chamando a atenção da sociedade para o excesso de leis que tramitam nas câmaras municipais, assembleias legislativas e Congresso Nacional transformando os gays numa categoria especial de pessoas”, afirmou Apolinário, na nota.            

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