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Prefeitura colocará 700 agentes para fiscalizar celular em bancos

Prefeitura colocará 700 agentes para fiscalizar celular em bancos

Atualizado: Segunda-feira, 29 Agosto de 2011 as 1:11

A Prefeitura de São Paulo colocará 700 agentes para fiscalizar a proibição do uso de celulares em bancos na capital paulista. A medida, que visa combater crimes conhecidos como “saidinha de banco”, passou a valer nesta segunda-feira (29), mas poucas pessoas entendiam como a nova lei funcionará.

Na Rua Boa Vista, no Centro de São Paulo, a maioria das agências até as 12h30 não possuía avisos sobre a nova lei. Os funcionários que sabiam da nova recomendação disseram que vão pedir a quem estiver com celular que o desligue. Se houver resistência, a polícia poderá ser chamada.     Quem caminhava pelo Centro nesta segunda tinha dúvidas. “Não imagino como eles vão fazer para controlar isso. Se vai ter alguém que vai ficar segurando o celular. Complicado isso”, disse um cliente. “E se ficar duas horas na fila do banco como vou avisar a família ou o chefe?”, disse uma mulher.

De acordo com o secretário de Coordenação das Subprefeituras, Ronaldo Camargo, a proibição vai ser total. “Não haverá possibilidade alguma que a pessoa use o celular dentro do banco. O objetivo é zerar a utilização do celular”, disse, acrescentando que os telefones móveis não serão permitidos nem para quem quiser usá-lo apenas para ouvir música.

A multa aplicada aos bancos em que ocorrerem essa infração serão multados em R$ 2,5 mil. O valor dobra em caso de reincidência. A proibição já ocorre em 22 cidades do estado.

Febraban

A Federação Brasileira de Bancos afirmou em nota que é favorável à lei que restringe o uso de celulares dentro de agências bancárias da cidade de São Paulo.

“Embora considere a medida importante para coibir a criminalidade, ela isoladamente é insuficiente para prevenir novos casos da chamada ‘saidinha’. É fundamental promover ações conjuntas entre bancos, órgãos do poder público, municipal ou estadual, e a sociedade, de combate a essa modalidade de crime.”            

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