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Prefeitura de Jandira dá férias coletivas a funcionários públicos

Prefeitura de Jandira dá férias coletivas a funcionários públicos

Atualizado: Sexta-feira, 17 Dezembro de 2010 as 4:49

A atual prefeita de Jandira, Anabel Sabatine, deu férias coletivas para os funcionários públicos da cidade da Grande São Paulo entre esta sexta-feira (17) e o dia 5 de janeiro. De acordo com a assessoria de imprensa da administração municipal, as repartições essenciais, como saúde, divisão de fiscalização e a Guarda Municipal irão funcionar em regime de plantão neste período.

Anabel assumiu na última segunda-feira (13) após o assassinato do então prefeito da cidade, Braz Paschoalin. A prefeita também demitiu nesta sexta o secretário de habitação da cidade, Wanderlei de Aquino. Ele foi preso na quinta-feira (16) por crime contra a administração pública, e também é suspeito de envolvimento na morte de Paschoalin – a polícia investiga se ele é o mandante do crime.   Segundo a polícia, Aquino pode ter ligação com os quatro homens presos até agora por suposto envolvimento no crime. Nesta quinta, policiais civis da Seccional de Carapicuíba foram até seu gabinete e sua casa. Lá, eles apreenderam documentos, um computador e um saco contendo papel picado.

O advogado de Aquino nega o envolvimento com a morte do prefeito da cidade. “De forma alguma, pelo contrário, é aliado do prefeito, isso é uma heresia”, disse o defensor William Rueda.

Em depoimento à polícia, testemunhas teriam dito que Aquino estava intimidando parentes do prefeito e funcionários da prefeitura. Segundo a investigação, antes e depois do assassinato do prefeito, os suspeitos presos falaram ao telefone com pessoas próximas ao secretário. Foram identificadas ainda muitas ligações para ramais da prefeitura usados pelo secretário.

Paschoalin morreu quando chegava à Rádio Astral FM, onde todas as sextas-feiras participava de um programa de entrevistas, no qual ele respondia perguntas de ouvintes. O barulho produzido por cerca de 15 disparos que mataram o prefeito puderam ser ouvidos ao vivo por quem acompanhava a programação da Rádio Astral FM. Uma adolescente de 17 anos presenciou o crime e foi ouvida pela polícia.    

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