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Prefeitura de SP cobra R$ 85 mil por acidentes com caminhões

Prefeitura de SP cobra R$ 85 mil por acidentes com caminhões

Atualizado: Terça-feira, 5 Julho de 2011 as 1:23

A Prefeitura de São Paulo já cobrou R$ 85 mil de transportadoras por causa de acidentes como a colisão entre uma carreta gigante e um muro na Avenida Washington Luís, na Zona Sul de São Paulo, ocorrida na madrugada de sábado (2). O valor corresponde a 28 acidentes envolvendo caminhões e que causaram interdições nos cinco primeiros meses deste ano. Toda vez que veículos causam a interdição de ruas e avenidas por mais de uma hora, a empresa responsável pelo caminhão ou pela carga tem que arcar com os prejuízos causados à cidade.

“Na situação que se encontra o trânsito de São Paulo, com carregamento, com o número de veículos que tem, qualquer interferência traz problemas para o trânsito”, disse o gerente de operações da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) Paulo Roberto Millano.     A CET vai querer receber tudo o que gastou numa operação como a que é feita há dias na Washington Luís, na altura da Avenida Professor Vicente Rao. A empresa vai ter que pagar, por exemplo, pelos cones, por outros materiais usados na sinalização e até pelas horas dos agentes de trânsito mobilizados. “Se nós usarmos aqui cem agentes municipais, é calculado valor da hora desse funcionário e é cobrado”, acrescentou Millano.

Apenas no ano passado, as multas ultrapassaram R$ 340 mil. Uma lei municipal garante essa cobrança. O Sindicato das Transportadoras de Cargas Pesadas considera justa, mas quer que os motoristas tenham uma alternativa para São Paulo. “O que a gente considera importante fazer é que você tenha um complexo de vias, um complexo viário, que permita a passagem dessas cargas evitando cidades como São Paulo”, afirmou João Batista Dominici, vice-presidente do sindicato.

Ainda de acordo com a companhia, 75% das transportadoras que causam algum tipo de prejuízo para a cidade pagam os custos sem reclamar. Os 25% restantes acabam tendo de resolver a cobrança na Justiça.

Carreta gigante

O trabalho de remoção de veículos especiais como a carreta gigante que leva um transformador é lento e precisa ser feito em um dia de trânsito mais tranquilo. A supercarreta só deve ser retirada no fim de semana.

Como o local do acidente é inclinado, os engenheiros ainda não conseguiram deixar o guindaste que irá levantar a carreta bem nivelado. Quatro peças de aço são fabricadas para calçar o equipamento. Cada uma vai ter uma medida diferente. Enquanto isso não ocorre, uma faixa da via, no sentido bairro, permanece bloqueada nesta terça-feira (5).            

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