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Prefeitura de SP suspende contrato de aluguel de 10,4 mil tablets

Prefeitura de SP suspende contrato de aluguel de 10,4 mil tablets

Atualizado: Quinta-feira, 15 Dezembro de 2011 as 2:21

Prefeito afirmou que contrato está suspenso até

maiores esclarecimentos (Foto: Clara Velasco/G1) A Prefeitura de São Paulo suspendeu o contrato que previa o aluguel de tablets para serem usados por agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) e da Vigilância Sanitária. A informação foi dada na manhã desta quinta-feira (15) pelo prefeito Gilberto Kassab (PSD) após reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo" mostrar que serão gastos R$ 138,9 milhões no aluguel de 10.421 tablets. Segundo o jornal, a Prefeitura pagaria cerca de R$ 14 mil por unidade por três anos de aluguel, cerca de cinco vezes mais que o modelo mais caro comercializado no Brasil - um iPad de 64 gigabytes de memória e conexão 3G (cerca de R$ 2,6 mil).

Segundo Kassab, o contrato está suspenso até que os valores sejam esclarecidos. “O contrato está suspenso até que fique bem esclarecido. Pedi que seja apurado, esclarecido para a opinião pública”, disse. O contrato foi homologado pela Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação do Município (Prodam). O contrato prevê a entrega dos tablets em cerca de 30 dias. Questionado se o prazo será mantido, o prefeito comentou que vai aguardar as apurações dos valores para saber se haverá alteração nas datas.

Preço de mercado

Segundo o presidente da Prodam, César Kiel, o contrato se refere não apenas ao aluguel de tablets, mas também de impressoras, de seguro e de serviços. “É um aluguel que inclui serviço, inclui impressora, inclui o suprimento da impressora, inclui seguro. Esses tablets têm resistência à queda, à umidade, à poeira. Então, tem todo um serviço, uma equipe de suporte par dar sustentação”, disse. Segundo o presidente, portanto, o valor apresentado no contrato está de acordo com o valor do mercado.

Kiel afirmou também que os equipamentos necessários pela Prefeitura não devem ser comparados com os vendidos no mercado para uso pessoal. “O que precisa ser entendido é que estamos comparando coisas diferentes. Quando se fala de um tablet que em geral é vendido a uma pessoa no mercado, ele não vai ter os serviços agregados. Então, até se você usasse um tablet pessoal, ele não teria a robustez necessária para um trabalho em campo, para um fiscal que vai para a rua”, disse.      

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