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Preparador físico atingido por bala perdida no Rio está no CTI

Preparador físico atingido por bala perdida no Rio está no CTI

Atualizado: Quinta-feira, 29 Setembro de 2011 as 1:04

O preparador físico do América Futebol Clube do Rio de Janeiro, Rafael Barroso, atingido no pescoço por uma bala perdida na Linha Vermelha, está internado no Centro de Tratamento Intensivo (CTI) do Hospital Pasteur, no Méier, na Zona Norte do Rio. Segundo informou a assessoria do hospital nesta quinta-feira (29), o quadro de Rafael é considerado estável. Ele está lúcido e respira normalmente, mas ainda não há previsão de quando deixará o CTI. Avaliação

Rafael passara por uma avaliação do neurocirurgião nesta quinta, que deverá indicar quando será o momento adequado para retirar o projétil que permanece alojado na região cervical.

Rafael foi atingido quando passava pela Linha Vermelha, próximo ao retorno da Rodovia Washington Luís, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, na quarta-feira (28). Segundo a Polícia Militar, nenhuma operação policial acontecia na região no momento do disparo.

De acordo com o fisioterapeuta do América, Cristiano dos Santos, que estava no veículo junto com Rafael, a equipe estava voltando do Centro de Treinamento Giulite Coutinho, em Cosmorama, também na Baixada Fluminense.

"O Rafael estava dirigindo o carro, eu estava no banco de trás e o auxiliar técnico Luiz Paulo estava no banco da frente. De repente, nós ouvimos um estampido e nós achamos que o pneu tinha furado. Só que o Rafa começou a gritar, dizendo que estava sangrando muito e que não estava sentindo as pernas", contou Cristiano.

Ainda de acordo com ele, apesar de muito assustado, Rafael pediu para que o levassem para o Hospital Getúlio Vargas, na Penha, na Zona Norte, onde sua mãe é médica.

"Tudo aconteceu muito rápido, só tivemos tempo de tirar o Rafa da direção do veículo e, em seguida o Luiz assumiu o comando e levou o Rafael para o Getúlio. A mãe dele estava lá e o atendimento foi muito bom. Ele passou por uma tomografia, ficou em observação e nós entramos em contato com a direção do Hospital  Pasteur, para providenciar a transferência dele para lá", explicou na quarta-feira.

Momentos de pânico

Cristiano também relatou que o disparo foi muito rápido, mas Rafael ficou muito nervoso e achava que iria desmaiar.

"Eu e Luiz não  temos costume de pegar carona com o Rafa, mas a nossa presença dentro do carro foi necessária. O Rafa estava muito agitado e nervoso. Eu tentava acalmar e dizia para ele no caminho do hospital que a bala tinha pego de raspão, mas conforme ele ia vendo a quantidade de sangue, ele ficava mais e mais nervoso", concluiu Cristiano.        

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