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Presas são mantidas em depósito de materiais no interior de SP

Presas são mantidas em depósito de materiais no interior de SP

Atualizado: Sábado, 5 Fevereiro de 2011 as 8:48

A falta de vagas nas cadeias de cidades do interior de São Paulo vem causando transtornos nas delegacias. Em Americana, a 127 km da capital, duas presas dividem uma sala onde era um depósito de objetos apreendidos. Para ir ao banheiro, elas precisam usar um prédio ao lado. No distrito policial em Sumaré, presos que deveriam estar no sistema semiaberto vivem em condições precárias.

No fundo do plantão policial de Sumaré, a 118 km de São Paulo, as celas que já foram da antiga cadeia abrigam seis homens, sendo que cinco dos presos permanecem no local 24 horas, mesmo em regime semiaberto, que dá o direito de trabalhar fora durante o dia.

O problema se repete em Americana. A cela que deveria ser provisória fica a lado da escada da delegacia, onde funciona um depósito de objetos de apreensões. Duas mulheres dividem o espaço de um metro de largura e dormem em colchões esticados no chão.

Um levantamento da Defensoria Pública, feito em novembro de 2010, apontou que sete mil presos cumprem pena irregularmente em cadeias do estado. No período, em Sumaré, oito presos que também deveriam estar em regime semiaberto não podiam sair da cadeia por falta de estrutura para controle de entrada e saída dos detentos.

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) cobrou providências da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), mas os problemas persistem. A Secretaria Estadual de Segurança (SSP) foi procurada, mas não retornou o contato

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