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Presidente da OAB-SP defende permanência de Tuma Jr. no cargo

Presidente da OAB-SP defende permanência de Tuma Jr. no cargo

Atualizado: Terça-feira, 11 Maio de 2010 as 7:30

O presidente da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil) em São Paulo, Luiz Flávio Borges D'Urso, divulgou nota para dizer que defende a permanência do secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, no cargo.

Segundo o advogado criminalista, as denúncias contra Tuma Jr. devem ter vista com reserva. ''Recebo com reserva, aliás, como devem ser recebidas quaisquer denúncias que surjam na mídia em ano eleitoral'', afirma D'Urso.

No sábado, o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, defendeu o afastamento de Tuma Júnior e afirmou que as acusações contra ele são gravíssimas e precisam ser esclarecidas.

''Em respeito à sociedade brasileira e para resguardar o Poder Executivo de acusações quanto à possível interferência nas investigações levadas a efeito pela PF, o recomendável seria o seu afastamento até que o inquérito seja encaminhado ao Ministério Público'', disse Cavalcante.

O ministro Luiz Paulo Barreto se reúne com Tuma para discutir a sua situação. Hoje, a Comissão de Ética Pública da Presidência da República também anunciou que o órgão decidiu abrir procedimento preliminar para apurar se o secretário agiu de forma irregular ao manter ligação com o chinês Li Kwok Kwen. Conhecido como Paulo Li, ele é acusado de contrabando pelo Ministério Público Federal.

Em investigação, a Polícia Federal diz que há suspeitas de que Tuma Jr. ajudou Paulo Li a regularizar a situação de imigrantes ilegais e interveio para liberar mercadoria apreendida.

Li, que foi assessor de Tuma Jr. quando ele era deputado estadual, está preso desde setembro do ano passado. O secretário não foi acusado formalmente à época porque o Ministério Público entendeu que não havia provas contra ele.

Nas gravações, Tuma Jr., que também é presidente do Conselho Nacional de Combate à Pirataria, trata da compra de um celular e de videogame.

Em entrevista à Folha, Tuma disse que a investigação da PF cometeu abusos. ''Não da PF, mas de pessoas da PF. Fui investigado e chegou-se à conclusão que eu não deveria ser denunciado. O caso foi ''arquivado'', afirma. Tuma Jr. afirmou que o caso foi encerrado no ano passado e voltou à tona por causa de seus ataques ao crime organizado.

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