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Presidente do DEM diz que decisão sobre expulsão de Arruda será adiada para sexta-feira

Presidente do DEM diz que decisão sobre expulsão de Arruda será adiada para sexta-feira

Atualizado: Terça-feira, 8 Dezembro de 2009 as 12

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse nesta terça-feira que vai respeitar os prazos legais para que o governador José Roberto Arruda (DEM-DF) apresente sua defesa ao partido. Na prática, isso pode adiar para sexta-feira a decisão dos democratas sobre a expulsão do governador.

Advogados de Arruda prometem contestar a expulsão se ela for efetivada na tarde de quinta-feira, como estava previsto inicialmente pelo partido.

A defesa do governador argumenta que o prazo para Arruda apresentar sua defesa acaba no final deste dia, e não no início da tarde --o que poderia inviabilizar a decisão do DEM.

Maia não descarta trabalhar durante a madrugada de quinta-feira para decidir o destino político de Arruda, ou transferir a reunião para o início de sexta-feira. Mesmo com o temor de esvaziamento no último dia da semana, já que a maioria dos integrantes da executiva do DEM retorna aos seus Estados de origem ao final da semana, o deputado disse que a decisão não será adiada para a semana que vem.

''Pode ser nas primeiras horas de sexta-feira, disso não passa. É só uma questão de prazo legal. Vamos julgar assim que o relatório do deputado José Thomaz Nonô [relator do caso Arruda no DEM] estiver pronto. Não passa de algumas horas do prazo de entrega da defesa para que dê tempo para o Nonô entregar o relatório'', afirmou.

Maia disse que o partido vive uma semana ''difícil'' porque terá que julgar o único governador do DEM em todo o país. Somente depois de decidir o destino político de Arruda é que o DEM, segundo Maia, vai ampliar o debate sobre o suposto esquema de pagamento de propina a aliados de Arruda na Câmara Legislativa do Distrito Federal.

''Resolvida essa primeira etapa, teremos condições de avaliar com calma todos os outros fatos que são muito graves também'', disse. Além de Arruda, deputados distritais do DEM e o vice-governador do DF, Paulo Octavio (DEM), são acusados de participação no episódio do mensalão no Distrito Federal.

Questionado sobre a situação de Paulo Octavio, Maia disse que o partido só poderá se posicionar se for questionado oficialmente por algum de seus filiados. ''Se houver pedido por parte de algum membro do partido, sim [haverá julgamento do vice]. Se não, eu tenho que aguardar.''

Operação abafa

Nos bastidores, o DEM trabalha para preservar o vice-governador. Como não há até agora imagens do vice recebendo dinheiro no mensalão do DEM, o partido espera conseguir mantê-lo distante das acusações para que o partido não fique sem opções de nomes para as eleições de 2010 no DF.

O partido abriu, até agora, processo de expulsão do governador José Roberto Arruda (DEM) dos quadros da legenda. No processo, não há nenhuma menção ao nome de Paulo Octávio ou aos demais democratas que estariam envolvidos no esquema de corrupção --entre eles o presidente licenciado da Câmara Legislativa do DF, Leonardo Prudente (DEM), flagrado guardando dinheiro nas meias.

O vice-governador tem o nome citado em diversas conversas de Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais do governo do DF, como um dos destinatários de recursos de empresários para o suposto esquema de propina. Octávio também tem ligações com empresários que teriam repassado dinheiro a integrantes do governo do Distrito Federal.

Por Gabriela Guerreiro

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