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Presidente do TRE foi 'eleito' inimigo pessoal de pistoleiros, diz polícia

Presidente do TRE foi 'eleito' inimigo pessoal de pistoleiros, diz polícia

Atualizado: Segunda-feira, 29 Novembro de 2010 as 10:21

O secretário de Segurança Pública do governo de Sergipe, João Eloy de Menezes, informou nesta sexta-feira (26) que três dos quatro suspeitos detidos confessaram ter participado da tentativa de assassinato contra o presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE), Luiz Mendonça, em agosto deste ano.

Segundo Menezes, as investigações da Polícia Civil revelaram que o desembargador foi "eleito inimigo pessoal" de pistoleiros em razão do trabalho de combate ao crime, realizado quando Mendonça foi promotor de Justiça e secretário de segurança do estado.

"Já vínhamos investigando o bando há muito tempo. No mesmo dia do atentado, nossa polícia entrou em campo e começou a investigar. Não existe polícia sem inteligência", disse Menezes.

Os suspeitos prestaram depoimento durante toda a manhã desta sexta no Complexo de Operações Policiais Especiais, em Aracaju. Segundo o secretário, um pistoleiro conhecido na região foi identificado como mandante do crime e ainda está foragido.

A investigação da Polícia revelou que os criminosos seguiram o presidente do TRE por cerca de 20 dias para conhecer sua rotina e preparar o atentado.

Três suspeitos foram presos no final da tarde desta quinta-feira (25), em Petrolina, Pernambuco. Segundo o secretário de segurança, os criminosos reagiram antes de serem detidos e um deles ficou ferido durante a prisão. Nesta sexta, o quarto suspeito foi detido no município de Águas Claras (PE).

O presidente do TRE do Sergipe ficou ferido após ser alvo de tiros, de acordo com informações da Polícia Militar. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe, o carro onde ele estava trafegava pela Avenida Beira Mar, na Zona Sul de Aracaju, e foi atingido por tiros de quatro homens quando estava parado em um semáforo.

O desembargador e seu segurança, Jailton Pereira, foram atingidos durante o atentado. O segurança, que dirigia o carro, levou um tiro na cabeça, passou quatro meses internado e teve alta na semana passada. Ele perdeu os movimentos do lado esquerdo do corpo.

Por: Débora Santos

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