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Preso é operado em hospital particular e, sem escolta, foge no RJ

Preso é operado em hospital particular e, sem escolta, foge no RJ

Atualizado: Quinta-feira, 10 Fevereiro de 2011 as 1:53

Condenado a 141 anos, 2 meses e 20 dias de prisão, o traficante Luiz Claudio Santana, de 49 anos, fugiu do hospital onde estava internado. Ele havia conseguido autorização da Justiça para ser operado no Hospital Espanhol, que é particular. Depois de receber alta, na terça-feira (8), ele deixou a unidade de saúde.

Conhecido como Lico, Luiz Claudio estava sem escolta por determinação da Vara de Execuções Penais (VEP) do Tribunal de Justiça (TJ) do Rio. De acordo com o hospital, a direção da unidade não sabia que ele era presidiário e o paciente foi internado e liberado por um médico que não pertence ao seu corpo clínico.

Procurados pelo G1 , o juiz Carlos Eduardo e o diretor do Hospital Espanhol não se pronunciaram sobre o caso. A advogada de Luiz Santanna não foi encontrada.

Juiz suspendeu benefício um dia depois da fuga

Um dia depois da fuga, o juiz Carlos Eduardo Figueiredo, da VEP determinou “a suspensão cautelar de quaisquer modalidades de saídas extramuros, inclusive, prisão albergue domiciliar”. O regime lhe fora concedido depois que a Justiça afirmou que o Hospital Penitenciário não tinha condições de atender o preso, que precisava passar por cirurgias na tíbia e no perônio e corria o risco de perder a perna esquerda, em setembro do ano passado.

De acordo com o processo, na ocasião, quando obteve o benefício, o Ministério Público chegou a alegar que Lico não havia cumprido um sexto do remanescente da pena a contar de sua última prisão, em 2003, e reiterava que o preso já havia fugido anteriormente, em 2002.

A prisão albergue domiciliar é uma opção para presos que cumprem pena no regime semiaberto. Segundo a Lei de Execuções Penais, ela pode ser utilizada se o preso tiver alguma doença grave, for maior de 70 anos, tiver filho menor de idade, com deficiência física ou mental, ou estar grávida.    

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