Preso, ex-deputado distrital pede liberdade ao Supremo

Preso, ex-deputado distrital pede liberdade ao Supremo

Atualizado: Sexta-feira, 19 Fevereiro de 2010 as 12

A defesa do ex-deputado distrital Geraldo Naves (DEM) recorreu nesta sexta-feira, dia 19, ao STF (Supremo Tribunal Federal) para livrá-lo da prisão. O parlamentar foi preso juntamente com o governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), e mais quatro pessoas. Todos são acusados de obstruir as investigações de esquema de pagamento de propina ao tentar subornar o jornalista Edson dos Santos, o Sombra.

No pedido de liberdade, a defesa alega que Naves foi "envolvido em uma armadilha" e que não faz sentido ser acusado de obstruir as investigações. Segundo Sombra, foi Naves quem lhe entregou um bilhete escrito por Arruda e que comprovaria o envolvimento do governador na negociação de suborno.

Naves foi o último dos seis envolvidos a se entregar à Polícia Federal. O ex-deputado está preso no Complexo Penitenciário da Papuda, assim como o ex-secretário de comunicação Welligton Moraes, o sobrinho do governador afastado, Rodrigo Arantes, e o diretor da CEB (Companhia Energética de Brasília), Haroaldo Brasil de Carvalho, além de Antonio Bento da Silva, conselheiro do Metrô que foi preso em flagrante durante a tentativa de suborno do jornalista. No momento da prisão, ele entregava R$ 200 mil a Sombra.

Segundo a Polícia Federal, todos estão em celas separadas. Além de Naves, Arruda e Moraes entraram com habeas corpus no STF para tentar reconquistar a liberdade. Em decisão liminar, o ministro Marco Aurélio Mello negou o habeas corpus de Arruda na semana passada. O plenário do STF deve analisar o pedido até a próxima quinta-feira.

Por ser governador, Arruda permanece isolado em uma sala da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, desde o dia 11.

Em depoimento à Polícia Federal, o jornalista afirmou que Arruda queria comprar um pacote de serviços por R$ 1 milhão. A negociação envolveria uma declaração assinada por Sombra na qual desqualificaria os vídeos gravados por Durval Barbosa, delator do esquema. Sombra teria que dizer que as imagens foram manipuladas.

O STJ decidiu ainda pelo afastamento de Arruda do governo do DF. O ministro Fernando Gonçalves aceitou pedido da subprocuradora-geral da República, Raquel Dodge, e a Corte do tribunal foi convocada para analisar a decisão de Gonçalves, relator do inquérito que investiga o suposto esquema de corrupção no GDF (Governo do Distrito Federal).

O Ministério Público Federal ofereceu denúncia contra o governador e mais cinco pessoas por formação de quadrilha e corrupção de testemunha.

Por: Márcio Falcão

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