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Preso por tráfico na Mangueira morava em prédio de classe média

Preso por tráfico na Mangueira morava em prédio de classe média

Atualizado: Quarta-feira, 29 Junho de 2011 as 2:59

O homem de 40 anos, conhecido como “Jorginho Branco,” suspeito de ser traficante da comunidade da Mangueira, na Zona Norte do Rio, morava em um prédio de classe média, na Rua Barão de Mesquita, na Tijuca, onde foi preso na terça-feira (28). O suspeito foi apresentado nesta quarta-feira (29) pela Polícia Civil  e é cunhado do chefe do tráfico da comunidade,  Polegar, que está foragido.

A polícia recuperou o território da Mangueira no mês de junho, onde serão instaladas Unidades de Polícia Pacificadora (UPP). De acordo com a investigação, foi com por causa da ocupação policial da comunidade que o suspeito se mudou para o edifício da Tijuca. Ele foi preso quando deixava o apartamento.

Moradores de São Gonçalo passaram informações

De acordo com o delegado Luiz Antônio Ferreira, responsável pelo caso, moradores do Morro da Coruja, em São Gonçalo, na Região Metropolitana, deram informações sobre traficantes que fugiram após a ocupação da comunidade. “Recebemos denúncias de pessoas que moram no Morro da Coruja, que é comandado pela mesma facção criminosa que atuava na Mangueira. Foi assim que chegamos no suspeito", explicou.

Ainda de acordo com o delegado, "Jorginho Branco" tem nove mandados de prisão contra ele e estava foragido desde abril deste ano, quando recebeu o benefício de cumprir a pena no regime semi-aberto. O suspeito estava preso há 17 anos. Segundo a polícia, ele foi um dos autores do sequestro do filho do então presidente da Firjan, em 1995.

Motorista também foi preso

Junto com o suspeito, um homem de 34 anos, que era seu motorista, também foi preso. “O motorista vai responder por favorecimento pessoal e investigaremos a ligação dele com o tráfico de drogas. O carro e o apartamento estão no nome de uma senhora de aproximadamente 70 anos, que não foi presa”, disse o delegado.

Segundo Ferreira, a polícia preferiu não invadir o prédio, onde o suspeito estava, para evitar represálias, como sequestro.

Paiol no Buraco Quente

Na noite de sexta-feira (24), o Batalhão de Operações Especiais (Bope) descobriu um paiol na localidade conhecida como Buraco Quente, na Mangueira.

De acordo com a polícia, a denúncia partiu dos próprios moradores. Foram encontrados um fuzil .30, duas espingardas, além de munição, carregadores e maconha.

Na sexta, durante todo o dia, a polícia permaneceu em prontidão porque havia denúncias de que traficantes poderiam fazer algum ataque na cidade, porém nada foi registrado.          

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