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Prevenção, a fortaleza da segurança

Prevenção, a fortaleza da segurança

Atualizado: Sexta-feira, 17 Abril de 2009 as 12

As invasões de condomínios têm tirado o sono da população paulistana. São Paulo já registrou sete casos nesses três primeiros meses, o mesmo número de todo o ano passado. Infelizmente, quando passamos por uma situação dessas, questionamos a competência dos funcionários de onde moramos e não paramos para pensar se nossas atitudes cotidianas são coerentes para a segurança de todos. A luta contra os arrastões ou quaisquer outros eventos que deixam intranquilos precisa ser constante entre síndicos, administradores, condôminos e funcionários. É evidente que algumas medidas podem ser incômodas, mas a necessidade de prevenção deve falar mais alto.

Precisamos lembrar que esse tipo violência é sazonal, mas a cautela deve ser permanente. As quadrilhas migram sempre que percebem falhas eventuais na segurança. Conforme pudemos acompanhar, elas estudam o local, a rotina dos moradores, os funcionários e todos os itens que possam ajudar ou atrapalhar seu plano. E o pior: estão fortemente armadas com fuzis e metralhadoras. Por essas razões, é altamente recomendável que porteiros, profissionais de limpeza e todos aqueles que compõem o quadro de empregados sejam qualificados para trabalhar nos condomínios e, até mesmo, possuam referências antes de serem selecionados.

Por questões econômicas, muitos síndicos e administradores ainda destinam, mesmo que temporariamente, empregados da limpeza para funções de porteiros ou vigias sem um treinamento adequado. Os bandidos se especializaram, exigindo dos condomínios dispositivos modernos e capazes de amparar os controles preventivos. Por isso mesmo, a segurança privada passa a investir fortemente em inteligência e planejamento.

Os vigilantes, por trabalharem em cabines de portaria, conseguem, por exemplo, identificar se é um morador que está dirigindo o carro que pretende entrar na garagem do prédio, limitar o contato com o porteiro, acompanhar prestadores de serviço dentro do condomínio e fazer a ronda, uma vez que o porteiro não deve se ausentar da cabine em nenhum momento. Eles são profissionais devidamente treinados para a função, tanto na parte prática como na esfera psicológica. Conforme as exigências da Policia Federal, passam por 160 horas/aulas e fazem curso de atualização a cada dois anos.

Não é raro encontrarmos casos em que a presença preventiva de um vigilante devidamente formado seja o fator de sucesso. Podemos citar a invasão da casa de um famoso cantor. Segundo as pessoas que se encontravam na chácara no momento do assalto, os bandidos afirmaram que a ação estava atrasada. Era para ter ocorrido no Natal, mas desistiram porque viram que, por todos os lados, havia seguranças.

Também não podemos negar a eficiência dos equipamentos de segurança eletrônica, mas é necessário que seu uso seja bem planejado. Muitos condomínios, por falta de um projeto bem estruturado, instalam câmeras em locais escuros e arborizados, comprometendo sua função, como também não utilizam mão de obra qualificada para operar essa ferramenta.

Vale lembrar que todo esse aparato tem um custo, mas a proteção pessoal e a defesa do patrimônio constituem razões para colocar na balança os pesos dos gastos e dos investimentos. Claro que antes de contratar uma empresa prestadora deste tipo de serviço, o contratante deve ter a certeza de que a contratada é legalizada e idônea. Por fim, um pequeno conselho: nenhuma medida será eficaz se não houver colaboração de moradores e empregados.

José Adir Loiola é autor desse artigo e  presidente do SESVESP (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado de São Paulo)

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