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Procon recebe 200 denúncias sobre postos de combustível

Procon recebe 200 denúncias sobre postos de combustível

Atualizado: Quinta-feira, 8 Março de 2012 as 2:13

O Procon-SP recebeu até esta quinta-feira (8) cerca de 200 denúncias de consumidores sobre o aumento de preços dos combustíveis nos postos de São Paulo. Desde segunda-feira (5), quando começou o protesto de caminhoneiros contra restrições na Marginal Tietê, alguns postos da cidade aumentaram os preços do litro da gasolina e do etanol. Nesta quarta-feira (7), nove funcionários de postos que cobravam preços considerados abusivos foram presos pela Polícia Civil.

Segundo o SPTV desta De acordo com o Procon, 70 postos foram fiscalizados nos últimos dias e documentos foram recolhidos. O órgão vai agora entrar com processos para multar os postos. O valor da multa começa em R$ 400 e pode chegar a R$ 6 milhões.

De acordo com o site da Agência Nacional do Petróleo (ANP), a média da gasolina cobrada no estado de São Paulo é de R$ 2,62 o litro para o consumidor e de R$ 2,228 o litro para a distribuidora. Nesta quarta, um posto na Avenida Alfredo Pujol, na Zona Norte de São Paulo, foi flagrado cobrando R$ 4,49 no litro da gasolina. Um funcionário foi detido.

O aumento dos preços ocorre após a paralisação de motoristas de caminhões-tanque que abastecem postos da cidade. Quase todos os postos da capital paulista ficaram sem pelo menos um combustível nos últimos dias. A paralisação começou na segunda, e começou a ser finalizada nesta quarta, após decisão judicial que determinava a volta dos motoristas ao trabalho.

Os motoristas protestam contra a proibição de caminhões na Marginal Tietê e em outras vias do Minianel Viário. Os caminhões estão proibidos de trafegar nessas vias das 5h às 9h e das 17h às 22h de segunda a sexta e das 10h às 14h aos sábados.

A categoria alega que a proibição inviabiliza o trabalho dos motoristas. Na terça, a Justiça determinou que os motoristas voltassem ao trabalho, ou os sindicatos poderiam receber multa diária de até R$ 1 milhão. No mesmo dia, um gabinete de crise começou a funcionar para garantir a entrega de gasolina, diesel e etanol. Caminhões saíram de refinarias escoltados pela PM. Um dos primeiros lugares a receber combustível foi o Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul de São Paulo.

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