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Produtores de flores improvisam para driblar efeitos da enchente

Produtores de flores improvisam para driblar efeitos da enchente

Atualizado: Quarta-feira, 19 Janeiro de 2011 as 12:37

A enchente em Nova Friburgo também afeta a produção de flores de corte, na qual a cidade é uma das maiores do Brasil. O cultivo se concentra em Vargem Alta, que faz parte de um dos distritos da cidade serrana. Ali não houve mortes, mas a estrada estreita ainda está cheia de terra, galhos, árvores inteiras caídas, postes entortados e até arrancados do chão. Até esta terça-feira (18), faltava energia elétrica na localidade, o que, segundo produtores, compromete principalmente a conservação das flores.

José Hernanes Bom, um dos principais nomes do setor na cidade, teve de recorrer a um gerador para manter a câmara fria

onde conserva as flores colhidas. A medida também foi adotada por outros produtores locais.

Com a chuva, a força de um córrego que passa nos fundos de uma das duas propriedades de Hernanes arrastou a casa de máquinas que bombeavam água para as estufas. Para não ficar sem a irrigação, ele improvisou um motor de moto no lugar.     A lama encobriu boa parte das flores. O produtor estima que, por mês, colhia mil maços de astromélia, por exemplo. "Agora não vamos tirar nem 100. Vai levar muito tempo para recuperar", prevê, observando funcionários que lavam algumas das flores nas estufas. O prejuízo com a chuva de um só dia é calculado em R$ 30 mil.

Hernanes diz que, com a falta de energia, também terá problemas com as espécies que requerem iluminação artificial, como crisântemos, tangos e asters, cultivadas em outra propriedade, a maior que tem, com seis alqueires e meio (cerca de 157.000 metros quadrados), que não foi afetada pela enchente. Ele suspendeu a chegada de novas mudas, vindas de São Paulo, nesta semana. "Mas o importante é que nada aconteceu com nossa casa nem com a gente", conforma-se.    

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