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Profissionais orientam sobre como perceber se seus filhos foram vítimas de abuso

Profissionais orientam sobre como perceber se seus filhos foram vítimas de abuso

Atualizado: Terça-feira, 7 Abril de 2009 as 12

Disque Denúncia recebeu 505 ligações sobre casos de abusos cometidos contra crianças e adolescentes. Dessas denúncias, 187 informavam que os agressores eram pessoas da família. De acordo com a polícia, esse número, apesar de alto, ainda é menor que os casos que acontecem diariamente no estado, já que muitas crianças e adolescentes, vítimas de violência sexual, têm medo de falar sobre o assunto e não tem coragem de denunciar o agressor.

Para perceber se os filhos, sobrinhos e netos são vítimas desse tipo de crime, a atenção redobrada no comportamento da criança é fundamental. A psicóloga do Centro Hélder Câmara, Isabel Ribeiro, orienta que os familiares devem ficar atentos a alguns sinais que podem sinalizar se o menor foi mais uma vítima desse crime.

De acordo com ela, brinquedos deixados de lado e desenhos com pouca cor são alguns dos sinais que vítimas de violência costumam dar. A psicóloga atende crianças e adolescentes que foram violentadas e diz que nem sempre os pais conseguem perceber que alguma coisa errada está acontecendo.

''Os pais em casa devem observar o comportamento dos seus filhos. Se antes ele era mais alegre, ativo, gostava de brincar, e de repente muda toda essa estrutura e se retrai, isso pode ser um sinal de que algo está acontecendo'', disse Isabel Ribeiro.

Um desses casos de violência sexual foi mostrado na última semana pelo NETV. As mães de meninas entre seis e nove anos denunciaram o marido da dona da escola onde as filhas estudavam, no distrito de Nascente, em Araripina, no Sertão do Estado. A denúncia só aconteceu porque as meninas perderam o medo e falaram sobre o abuso e quando isso acontece, é importante que os pais escutem os filhos. ''A família tem que acredita no que seu filho diz. Nenhuma criança ou adolescente vai fantasiar uma questão de violência, principalmente a sexual'', orientou a psicóloga.

De acordo com a sexóloga Valéria Walfrido, o diálogo entre pais e filhos precisa existir sempre. Ela afirma que a partir dos três anos os pais já podem fazer sobre sexo com as crianças. “A partir dos três anos de idade, os pais já podem conversar com o filho. Ele pode dizer que ali é um local que não deve deixar ninguém tocar. A criança deve ser acostumada a relatar tudo à mãe e ao pai”, disse a sexóloga.

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