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Projeto revitaliza margens de represas em SP

Projeto revitaliza margens de represas em SP

Atualizado: Quinta-feira, 11 Novembro de 2010 as 9:21

Um projeto piloto para diminuir o esgoto lançado nas represas Billings e Guarapiranga, na Grande São Paulo, começa a dar resultados. Água limpa já brota na nascente do Córrego do Iporanga, que parecia morto, e as margens da represa viraram uma orla de lazer e tranquilidade. O projeto é financiado pelos governos federal, estadual e de três municípios da região metropolitana. Desde quarta-feira (10), o Bom Dia São Paulo exibe a série especial de reportagens “Flutuador Represas”, que vai mostrar a situação dos dois principais reservatórios que abastecem a região metropolitana. Hoje, o Jardim Iporanga é um exemplo. Em dez anos, o bairro foi urbanizado, o córrego, despoluído e as famílias, realocadas. O projeto piloto no bairro serviu de base para o Programa Mananciais. Os governos federal, estadual e dos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo vão usar R$ 1,3 bilhão para construir 5300 casas, implantar 62 hectares de parques, sistemas de esgoto em dez municípios, urbanizar 45 favelas, com contenção de encostas, canalização de córregos, água e esgoto encanados. Às margens do Córrego do Noronha, 150 casas foram demolidas. No local deveria haver mata ciliar. “Agora vão fazer recuperação do solo, tirar esgoto da represa e beneficiar a comunidade”, comemora o presidente da associação de moradores da região, Carlos Alberto de Araújo. As obras vão ser feitas em 81 áreas de risco em volta dos reservatórios. Uma delas é conhecida como “Cantinho do Céu”. Na margem esquerda da Represa Billings, os moradores agora têm uma orla pra passear, brincar e fazer exercícios. Os ambientalistas aprovam as mudanças, mas alertam que a urbanização pode atrair mais gente para a região e o calçamento deixa a área dos mananciais impermeável. “Você tirar o esgoto dessa população toda que já está aqui já é um grande alívio para as represas. Porém, a gente acredita que é um impacto que continua alto”, diz o geógrafo Vinícius Damásio, da ONG SOS Mata Atlântica. A Prefeitura de São Paulo afirma que trocou o asfalto e o concreto por pisos que absorvem mais a água e que a regularização dos terrenos pode evitar a vinda de mais gente. “São lotes que são cadastrados e têm todo um programa social que estabelece as condições previstas em lei que essas famílias têm que atender. Não pode haver adensamento da área”, diz o coordenador do Projeto Mananciais, Ricardo Correa Sampaio. Mas por enquanto o programa só vai atender 300 mil pessoas - pouco mais de 10% dos 2,5 milhões de pessoas que moram no local.    

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