
O Ministério Público do Pará denunciou o comandante do barco Almirante Barroso, Raimundo Duarte Maciel, sob acusação de homicídio e tentativa de homicídio. Ele foi enquadrado na modalidade dolo eventual, ou seja, quando o autor pratica o ato e assume o risco de produzir morte.
O Almirante Barroso virou no dia 21 de dezembro do ano passado, em Monte Alegre (628 km de Belém), matando 14 pessoas, entre elas cinco crianças. Uma pessoa ainda está desaparecida. No momento do acidente havia mais de cem passageiros a bordo.
Segundo tripulantes, o barco bateu em um banco de areia na margem direita do rio Amazonas, quando voltava de Santarém, e virou.
Sobreviventes contaram à polícia que o barco estava superlotado, o que o comandante negou. A polícia estima que havia 140 pessoas embarcadas e que o barco navegava muito próximo ao banco de areia.
Pelo menos 93 pessoas sobreviveram nadando para a margem ou permanecendo em cima do barco, que não afundou completamente.
O Ministério Público também pediu a apreensão da embarcação até a realização de uma perícia. A Justiça ainda não se manifestou. A reportagem não localizou o comandante ou seu advogado.
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