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Promotoria do PR denuncia 11 por suposto envolvido com "fantasmas"

Promotoria do PR denuncia 11 por suposto envolvido com "fantasmas"

Atualizado: Quarta-feira, 23 Março de 2011 as 9:23

O Ministério Público do Paraná quer que 11 pessoas, entre deputados estaduais e servidores, paguem R$ 216 milhões aos cofres públicos devido ao suposto envolvimento em um esquema que utilizava funcionários "fantasmas" para desviar verbas na Assembleia do Estado.

O valor foi pedido em três ações propostas pela Promotoria na segunda-feira. Do total pedido, cerca de R$ 72 milhões são para ressarcir valores supostamente desviados da Casa.

Já o restante --R$ 144 milhões--, é o valor de uma multa que os suspeitos podem ter que pagar caso sejam condenados.

Um pedido de bloqueio de bens dos suspeitos já foi encaminhado à Justiça.

As ações atingem três deputados estaduais: Nelson Justus (DEM), que presidiu a Assembleia até o começo do ano, Alexandre Curi (PMDB) e Nereu Moura (PMDB), que já ocuparam o cargo de primeiro secretário.

Também foram propostas ações contra Hermas Brandão, conselheiro do Tribunal de Contas do Paraná; Abib Miguel, ex-diretor-geral da Assembleia, e três outros ex-diretores.

No início do mês, todos eles já haviam sido denunciados pelo Ministério Público por ato de improbidade administrativa.

O Ministério Público também quer que os suspeitos percam qualquer função pública que ocupem, que tenham suspensos os direitos políticos e sejam proibidos de receber benefícios fiscais.

Três ex-servidores da Assembleia também são alvo das ações desta semana.

Segundo a Promotoria, eles são suspeitos de terem atuado como "agenciadores de funcionários fantasmas", recrutando, além deles próprios, 33 parentes para receber supersálarios de até R$ 35 mil da Casa.

O advogado de Abib Miguel disse que ainda não foi notificado da ação e que não poderia comentar o caso. Procuradas, as assessorias dos deputados Justus, Curi afirmaram que eles não poderiam comentar o caso.

O deputado Moura disse que está "tranquilo" e que as ações são frágeis e não apontam que ele tenha desviado dinheiro. O Tribunal de Contas afirmou que o conselheiro Brandão não quis comentar a ação.

Por Jean Philip Struck

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